quarta-feira, 5 de agosto de 2009

família?

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um dos meus filhos, o frederico, viajou hoje de manhã... foi ter com um dos irmãos mais velhos, o salvador, que vive em londres com a namorada, a conceição.
foi lá passar uns dias de férias e na volta vai trazer a isabel, filha do salvador e da maria, que tem nove anos, que também lá está de férias.
mas o salvador não é meu filho, é filho da filipa e do antónio.
eu e a filipa é que somos pais do frederico e eu sou também pai do pedro e do luís.
a joana é a mãe do pedro e a constança é mãe do luís.
eu e a joana somos bons amigos e a filipa e a joana também, assim como eu e o antónio. a constança é que está um pouco mais afastada, mas tem uma relação cordial com a filipa, pedro, frederico e salvador.
o luís e a isabel têm a mesma idade e quando estamos todos juntos brincam até à exaustão.
a minha mãe, a tal coitada do filho assim, quando ainda era viva, mantinha uma firme amizadade com a joana, filipa, constança, antónio, helena, luísa e com os netos, incluindo o salvador, claro!
a mariana, mãe da filipa, é que se baralha um pouco com os "genros" e antes que acerte com o nome debita a lista.
é lógico que ao longo do tempo tem havido outras pessoas que têm atravessado as nossas vidas... nem todas têm tido uma participação tão intensa, mas não deixam, por isso, de ter o seu lugar nos nossos afectos.
nota: alguns dos nomes não são os verdadeiros, o resto sim!


3 comentários:

Anónimo disse...

... essa de debitar primeiro a lista... não é apanágio de familias poly. A minha avó materna tinha duas filhas de familias regulares e duas netas de familias regulares e a partir dos 60 anos sempre trocou os nomes a todas. Pior, nem sempre conseguia dizer a lista toda de 4, às vezes nunca chegava ao nome certo. A minha avó paterna quase nunca me chamou o meu nome, mas sim a da neta mais velha. Faleceu tinha eu 30 anos... e não me parece que me tenha provocado problemas de personalidade. Mas se esta imagem da troca dos nomes passa para a comunicação social, os pedopsiquiatras arranjam num ápice um paradigma de estudo e os reaccionários, um argumento para a próxima campanha que ataque os dogmas da parentalidade monogâmica. É preciso ter cuidado :):):)

Andre disse...

... bobagem, S. Anônimo! Não sua, mas dos tais pseudopsiquiatras e reaccionários. Minha mãe que só teve a mim, casou-se uma vez só, passou e passa a vida inteira confundindo o meu nome com o do seu único irmão!! ;))

vademar.matos@gmail.com disse...

Que divertido, hehe.
Faz falta este tipo de abordagem descontraída nestas temáticas levadas muitas vezes de forma demasiado séria.
Obrigado e parabéns.