sábado, 20 de Setembro de 2014

Kimchi Cuddles em Português: #3 - Namorada Lapa

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Descrição da Imagem: O comic é composto por dois quadros, ambos com duas pessoas que aparentam ser do género feminino. Pessoa A tem cabelo preto e liso, está vestida com uma camisola bordeaux e calças pretas. Pessoa B tem cabelo curto e loiro, está vestida com um vestido verde de mangas três quartos e leggings com riscas horizontais amarelas e pretas.

1º quadro: Pessoa B está no colo da Pessoa A e tem os braços em volta do seu pescoço.
Pessoa A: - Olha, uhm… posso ter só um bocadinho de espaço?
Pessoa B: Porquê?

2º quadro: Pessoa A está a gesticular e Pessoa B está a chorar.
Pessoa A: - A sério, só assim uns centímetros?
Pessoa B: - AAHH, REJEIÇÃO!!!!!

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Kimchi Cuddles em Português: #2 - Encontros Poly

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Descrição da Imagem: O comic é composto por quatro quadros, todos retratam um ambiente de socialização que aparenta ser um bar.

1º quadro: Pessoa A, que aparenta ser do género feminino, tem cabelo curto loiro e está vestida com um vestido verde de mangas três quartos e leggings com riscas horizontais amarelas e cor de rosa. Pessoa B, que aparenta ser do género masculino, tem cabelo curto preto e espetado, barbicha e está vestida com calças acinzentadas e t-shirt vermelha. Pessoa B toma uma bebida enquanto se aproxima da Pessoa A, que tem os braços no ar.

Pessoa A: - Estes encontros poly estão cheio de swingers.

2º quadro: Pessoa B esboça um sorriso e já não tem o copo na mão.
Pessoa A: - Onde posso encontrar pessoas poly interessadas em ligações emocionais profundas?

3º quadro:
Pessoa B: - EU estou interessado em ter uma ligação profunda contigo.
Pessoa A: - A sério?

4º quadro: Pessoa B tem os braços cruzados e um sorriso maroto. Pessoa A tem uma das mãos na cintura e outra na testa, tem uma expressão de irritação.
Pessoa B: - Claro que sim, linda! Na tua casa ou na minha?

sábado, 13 de Setembro de 2014

Kimchi Cuddles em Português: #1 - Problemas Poliamorosos

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Descrição da imagem: O comic tem quatro quadros. Duas pessoas, que aparentam ser do género feminino, estão sentadas em uma mesa redonda castanha a beber alguma bebida quente (café ou chá, presumivelmente) de canecas. Uma das pessoas tem cabelo curto cor de rosa e veste uma t-shirt da mesma cor (abaixo chamada de Pessoa A). A outra pessoa tem cabelo castanho avermelhado, preso em dois totós, um de cada lado, e veste um top cor de laranja (abaixo chamada de Pessoa B).

1º quadro
Pessoa A: - As pessoas acham que o que é difícil no poliamor são os CIÚMES…

2º quadro
Pessoa A: - Mas na verdade é o facto de nunca ter tempo para estar SOZINHX…

3º quadro
Pessoa A: - E o planeamento infinito, e andar sempre…

4º quadro
Pessoa A: - (...) a PROCESSAR TUDO
Pessoa B: - É de loucos, pá. Quer dizer, para mim até uma relação com UMA só pessoa já é uma loucura.

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Espaços públicos e normatividade afectiva

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Ainda no rescaldo (lento) da reportagem que saiu na SIC Notícias sobre poliamor, e no rescaldo das reacções tidas a essa mesma reportagem, sinto que devo assinalar uma crítica feita repetidamente - tanto por pessoas bem-intencionadas como por mal-intencionadas - à reportagem ou, mais precisamente, ao que foi feito na reportagem.

Ao que parece, uma das cenas mais absolutamente horríveis a passar na reportagem foi o facto de eu ter dado um beijo na boca (à "passarinho", como se costuma dizer, lábios nos lábios, curto e rápido) a uma das minhas companheiras e, no momento seguinte, ter feito o mesmo a outra das minhas companheiras.

Deixem isto assentar: numa reportagem sobre poliamor, foi perturbante para muita gente ver um gesto discreto e pacífico de amor.

Isto na mesma sociedade onde ver televisão - seja a que hora for - é quase certamente ver beijos de casais hetero-mono. Isto na mesma sociedade onde sair à rua é ver, quase certamente, expressões de afecto de casais hetero-mono. Isto na mesma sociedade que tem como líderes de audiência reality shows.

Mais, esta crítica vem não apenas da já gasta ala conservadora direitista, mas também (e mais preocupantemente) da ala progressista, de luta dos direitos humanos, de luta por igualdade.

Que igualdade é esta? Que igualdade é esta em que a ocupação do espaço público é particionada de acordo com a orientação sexual e com a orientação relacional? Que igualdade é esta em que um gesto considerado perfeitamente natural numa família monogâmica leva como epítetos "exibicionismo" e "taradice", numa família poliamorosa?

Exibicionismo - exibição - armário. A legitimidade das práticas existe, na cabeça de muita gente, desde que seja dentro do armário. Desde que não se façam cócegas à sensibilidade hetero-mono-normativa vigente. Quando isso sucede, torna-se então válido atacar as pessoas que pretendem mostrar práticas interpessoais diferentes. A moral vigente retorna, mais alargada (vai na volta até se tolera isto nas pessoas não-hetero, desde que com cuidado) mas não menos moralista, não menos policiadora.

Achar que uma demonstração de afecto tão simples quanto um beijo nos lábios entre três pessoas é ofensivo ou desrespeitador para quem está a ver é contribuir activamente para a discriminação contra sexualidades e afectos alternativos, dos vários tipos.

Não, não são as pessoas poliamorosas que são exibicionistas ou taradas. Não existe sexualidade mais exibicionista, sexualidade mais 'perversa', do que a sexualidade hetero-mono-normativa, que se infunde - ou procura infundir-se - em tudo.

[Um agradecimento ao Paulo Jorge Vieira por, há uns tempos, me ter ajudado a pensar estas questões.]

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Carta Aberta à ERC, Ordem dos Médicos, Associação CASA e canal MVM

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Considerando...
Que Manuel Damas se apresentou, no passado dia 16/07/2014, no seu programa “Sexualidades, Afectos e Máscaras”, nº. 31, transmitido no canal MVM, das 21:30 às 22:30, enquanto médico e enquanto sexólogo e que, a partir dessa posição, o mesmo fez afirmações que a) não apresentam sustentação científica ou são contra o state of the art científico que lhes diz respeito, b) são redutoras e patologizantes de uma minoria, aproximando-se do discurso de ódio, c) envolveram o apelo à auto-mutilação e, potencialmente, ao suicídio, contra os códigos deontológicos vigentes, tanto médico como para a Comunicação Social; apresentamos abaixo uma descrição detalhada dos eventos perante os quais vimos apresentar queixa pública:
  • Afirmou, à revelia do Manual para os Mídia sobre Prevenção do Suicídio publicado pela Organização Mundial de Saúde, à revelia do Código Deontológico da Ordem dos Médicos Portuguesa (no seu artigo 57º), e à revelia do Protocolo de Cooperação celebrado no presente mês entre a Entidade Reguladora para a Comunicação Social e o Plano Nacional para a Saúde Mental, Manuel Damas apresentou como alternativa a estar numa relação poliamorosa, “vamos cortar os pulsos, como nos filmes [...], cortar na longitudinal”, acompanhando esta afirmação de mimética de auto-mutilação e tentativa de suicídio;
  • Afirmou que o poliamor é um caso de “prostituição emocional” e que se trata de “prostituir os afectos”, empregando assim termos relativos ao trabalho sexual como insulto ou comparação pejorativa, que vão contra o trabalho feito na área do trabalho sexual realizado pela Associação CASA, da qual é Presidente da Direcção;
  • Afirmou, contra a investigação de ponta feita na área, que é impossível amar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo;
  • Afirmou que as relações poliamorosas se baseiam todas, inevitavelmente, na exploração psico-emocional de pessoas com problemas clínicos de auto-estima e de dependência afectiva;
  • Afirmou que as relações poliamorosas são comparáveis a seitas religiosas radicais norte-americanas;
  • Afirmou que o facto de o número de poliamorosos auto-identificados ser relativamente pequeno (sendo que o número apresentado não corresponde sequer à realidade) era algo importante “para a estabilidade interna da população portuguesa”, já que o poliamor “faz mal à população”;
  • Afirmou que as pessoas poliamorosas são, pelo mero facto de estarem em relações poliamorosas, criminosas;
  • Afirmou que pessoas do sexo e género feminino que estejam em relações poliamorosas são “servas”, fazem parte de um “harém”, e que o facto de nelas estarem levanta dúvidas sobre se estão “no perfeito juízo e na posse das capacidades de análise”;
  • Afirmou que “a poligamia é mais decente” ao mesmo tempo que se afirmou um “verdadeiro defensor da igualdade de género”;
  • Afirmou que “não contribui para este peditório”, referindo-se a considerar, profissionalmente, o poliamor como algo válido e passível de fornecer experiências tão saudáveis quanto uma relação monogâmica, mas foi Padrinho da Marcha do Orgulho LGBT do Porto de 2009 (em que o grupo PolyPortugal fez parte da Comissão Organizadora), cujo Manifesto aborda explicitamente a existência de “relacionamentos amorosos responsáveis entre mais de duas pessoas”, demonstrando assim que ele já esteve, noutra ocasião, em movimentos que apoiam relações poliamorosas;

Vimos por este meio...
Exigir que as várias instituições directa ou indirectamente envolvidas na ocorrência ajam de acordo com os seus princípios e, acima disso, com o que se encontra legalmente e deontologicamente estipulado a nível nacional e internacional.
Para esse fim, vimos por este meio formalmente apresentar queixa e requerer:
  • Que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social averigue as ocorrências relatadas, intervindo em conformidade com as suas próprias directivas junto do canal MVM;
  • Que a Ordem dos Médicos averigue as ocorrências relatadas, intervindo em conformidade com as suas próprias directivas, junto do seu membro, Manuel Damas;
  • Que a Associação CASA, envolvida na produção do dito programa, se posicione publicamente face ao sucedido;
  • Que a Associação CASA, face ao exposto acima, apresente um pedido público de desculpas aos vários grupos e colectivos afectados;
  • Que a Associação CASA afaste o seu Presidente da Direcção, Manuel Damas, por crassa violação dos objectivos da mesma Associação, nomeadamente da “Universalidade do Direito à Felicidade” e da “vivência em plenitude dos Afectos, sem tabus nem estereótipos”;
  • Que o canal MVM, face ao exposto acima, apresente um pedido público de desculpas aos vários grupos e colectivos afectados;
  • Que o canal MVM garanta aos vários grupos e colectivos afectados, nomeadamente mas não limitado ao grupo PolyPortugal, o exercício do Direito de Resposta, tal como se encontra previsto na Lei de Imprensa;
  • Que o canal MVM se comprometa a emitir em condições semelhantes uma entrevista ou série de entrevistas a profissionais com a devida qualificação para apresentar diferentes visões, cientificamente fundamentadas, do tema.

As organizações signatárias
PolyPortugal
Poliamor - BA (Bahia - Brasil)
PortugalGay.pt
PortoGay
AEESMAE

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domingo, 22 de Junho de 2014

PolyPortugal na 15ª Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa

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O grupo PolyPortugal, enquanto parte da Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa, discursou no fim da Marcha. Fica aqui o discurso, para ser partilhado!


sábado, 14 de Junho de 2014