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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Tertúlia "Poliamor e o questionamento da mononormatividade"

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No âmbito da preparação da II Marcha pelos Direitos LGBT, o coletivo Braga Fora do Armário organiza a tertúlia “Poliamor e o questionamento da mononormatividade”, que decorrerá no próximo dia 9 de abril, às 21h30, no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca, em Braga.

O evento visa promover a reflexão crítica sobre o poliamor e a desconstrução do sistema relacional mononormativo. 

A iniciativa contará com a participação de Ana C. Pires, jornalista freelancer e poliamorosa, Daniel Cardoso, ativista do PolyPortugal, e Inês Rôlo, ativista do PolyPortugal e do Clube Safo.
Dirigido ao público em geral, o evento será moderado por Catarina Dias, ativista do Braga Fora do Armário.

A entrada é livre. EVENTO NO FACEBOOK.

Por favor partilhem o evento, inscrevam-se e passem palavra!

domingo, 31 de março de 2013

Debate - Poliparentalidades

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O grupo PolyPortugal vai estar, dia 6 de Abril, no debate promovido pelo Clube Safo, sobre Poliparentalidades!

Numa altura em que a família nuclear com pai, mãe e filhos é um ideal que se distancia cada vez mais da realidade e num momento em que tantxs vivem já os seus afectos e laços de formas tão diversas, o Clube Safo propõe uma tarde de conversa sobre poliparentalidades. Queremos falar sobre parentalidades diversas, famílias monoparentais, famílias arco-íris, famílias poly. Este debate vai reflectir sobre as vivências diversas do que é família, sobre as mudanças que se têm vindo a verificar e sobre como pais e filhos vivem novas configurações relacionais. Famílias com duas mães, com dois pais, com vários adultos responsáveis e cuidadores são experiências reais que mostram como as pessoas estão a escolher os seus caminhos muito além da normatividade.
Pretendemos com este debate esclarecer o conceito de poliparentalidades, estendendo-o às famílias LGBTQ e poliamorosas, apontando as alterações legais mais recentes e os acontecimentos que cada vez mais colocam estas questões no espaço público. Mas este não é um debate apenas teórico: pais, mães e filhxs estarão presentes para falar do seu dia-a-dia e das suas vivências familiares.


Com a participação de Fátima Marques, Fabíola Cardoso, Daniel Cardoso e Alistair Grant.

Contamos com a presença de todxs para abrir novos caminhos à diversidade e às famílias que estamos a fazer todos os dias! Link para o evento no Facebook.

domingo, 3 de março de 2013

Aos novos rumos

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Este texto é uma história pessoal sobre activismo. Quem o faz sabe que a maioria de nós nunca leva só uma bandeira. Muitos têm vários bonés ou chapéus, outros vão alternando a bandeira que carregam com orgulho. No meu percurso ainda muito curto de activismo, tenho notado que luto sempre em várias frentes. Sou sócia da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), pela costela feminista. Faço parte do grupo PolyPortugal e este parece, ultimamente, ser o meu lado mais visível. Simpatizo com as Panteras Rosa, pela costela queer. Também por esta costela, faço parte do Bizarrias. Sou lésbica e há dois anos que desfilo na Marcha do Orgulho segurando a bandeira da bissexualidade e com um vestido bi. No entanto, este texto não é sobre nenhuma destas afiliações mais ou menos oficiais, mas sobre uma outra. 

No dia 9 de fevereiro deste ano assinei o meu nome nos documentos oficiais, no final de uma Assembleia Geral do Clube Safo. Fundada em 1996, esta é a única associação em Portugal que tem como missão principal defender os direitos das lésbicas. O facto de ser a única diz muito sobre a visibilidade lésbica, assim como disso são testemunhas os anos difíceis que quase viram a sua dissolução. O risco real de desaparecimento da única associação centrada nas mulheres lésbicas foi, felizmente, superado. O convite para integrar a lista chegou no princípio de 2013 e eu aceitei quase de imediato por conhecer a história do Clube.

Fui convidada por alguém em quem tenho uma enorme confiança intelectual e que me disse que o Safo precisava de lésbicas como eu. Não apenas num sentido de renovação, mas também num sentido de alargamento de horizontes. O Safo convidou uma lésbica poliamorosa, numa relação com um homem e queer para ter um papel activo nos grupos de trabalho e nas actividades que vão ser desenvolvidas. Isto, para mim, representou um voto de confiança, mas também um sinal de que as pessoas que estão a trabalhar pelo Clube Safo querem ver mudanças e querem levantar questões importantes para as identidades lésbicas, mas também para a comunidade LGBTQ em geral e outras identidades não-normativas. 

O Clube Safo está com os movimentos feministas, LGBT, anti-austeridade, pró-escolha, de ecossexualidade e sex-positive e contra todas as formas de discriminação de etnia, idade, género ou outras. A riqueza desta proposta é visível, mesmo ainda sem o que vou dizer em seguida. É que o Clube Safo tem, pela primeira vez na sua agenda, o tema do poliamor, das não-monogamias e da poliparentalidade como central para a comunidade LGBT. Temos em Portugal uma única associação de defesa dos direitos de mulheres lésbicas, uma associação que continua a renascer e a refazer-se, levando agora também na mão a bandeira poly, junto com tantas outras. 

E eu não podia estar mais feliz por fazer parte disto e segurar, bem alto, a bandeira do Safo.

Este texto é de teor pessoal e não representa a opinião de cada uma das pessoas que compõe o Clube Safo nem pretende subsumir as opiniões de qualquer uma das sócias. As únicas opiniões aqui veiculadas são as minhas e esta é a minha pequena estória de activismo no Clube Safo.