quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Poliamor no Correio da Manhã
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Hoje, dia 19 de Fevereiro de 2014, saiu mais um artigo sobre poliamor na imprensa portuguesa. Desta feita, foi no Correio da Manhã! Leiam abaixo.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Quintino Aires e a má imprensa portuguesa
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A má imprensa volta a atacar em Portugal, e novamente com o Quintino Aires a reboque (está a tornar-se tradição!).
Desta feita, foi um artigo na Saber Viver assinado por Sofia Cardoso, disponível aqui. Lá também se fala de poliamor, mas dá-se a questão a comentar ao já conhecido polifóbico, não-especialista (e agora em sarilhos com a Ordem dos Psicólogos), Quintino Aires.
Tenham cuidado quando abrirem o artigo, porque a presença de lugares comuns sobre falta de capacidade de compromisso, imaturidade psicológica e emocional e outros disparates afins poderão causar dores de cabeça, especialmente quando comparados com a investigação que existe e que deita por terra todas essas supostas asserções.
Lamentamos também que a imprensa nacional (não interessa se “light” ou não, “cor-de-rosa” ou não) tenha perdido em grande medida o amor à existência do contraditório e da pluralidade de visões, preferindo recorrer ao discurso do “especialista” (seja ele qual for) sem se questionar sobre as habilitações do mesmo, a sua credibilidade, formação específica ou mesmo sem fazer notar que nem todos os especialistas (mesmo quando o são) concordarão inevitavelmente em tudo o que dizem.
Lamentamos também que a jornalista Sofia Cardoso, apesar de ter sido contactada por várias pessoas do PolyPortugal dispostas a falar sobre poliamor (e algumas até com investigação sobre o assunto), tenha entrado num processo de aparente autismo e nem sequer se tenha dignado a responder às ditas potenciais fontes.
Parece ser já hábito fazer acompanhar o surgimento de novas ou diferentes identidades sexuais, relacionais ou íntimas, de um discurso “especialista” que as desqualifica de forma aparentemente auto-evidente, em artigos onde se conclui aquilo que já se sabia à partida – e portanto onde nada se aprende, nada se debate; onde a função jornalística está totalmente ausente.
Exigimos mais e melhor trabalho jornalístico. Exigimos seriedade e profissionalismo.
Desta feita, foi um artigo na Saber Viver assinado por Sofia Cardoso, disponível aqui. Lá também se fala de poliamor, mas dá-se a questão a comentar ao já conhecido polifóbico, não-especialista (e agora em sarilhos com a Ordem dos Psicólogos), Quintino Aires.
Tenham cuidado quando abrirem o artigo, porque a presença de lugares comuns sobre falta de capacidade de compromisso, imaturidade psicológica e emocional e outros disparates afins poderão causar dores de cabeça, especialmente quando comparados com a investigação que existe e que deita por terra todas essas supostas asserções.
Lamentamos também que a imprensa nacional (não interessa se “light” ou não, “cor-de-rosa” ou não) tenha perdido em grande medida o amor à existência do contraditório e da pluralidade de visões, preferindo recorrer ao discurso do “especialista” (seja ele qual for) sem se questionar sobre as habilitações do mesmo, a sua credibilidade, formação específica ou mesmo sem fazer notar que nem todos os especialistas (mesmo quando o são) concordarão inevitavelmente em tudo o que dizem.
Lamentamos também que a jornalista Sofia Cardoso, apesar de ter sido contactada por várias pessoas do PolyPortugal dispostas a falar sobre poliamor (e algumas até com investigação sobre o assunto), tenha entrado num processo de aparente autismo e nem sequer se tenha dignado a responder às ditas potenciais fontes.
Parece ser já hábito fazer acompanhar o surgimento de novas ou diferentes identidades sexuais, relacionais ou íntimas, de um discurso “especialista” que as desqualifica de forma aparentemente auto-evidente, em artigos onde se conclui aquilo que já se sabia à partida – e portanto onde nada se aprende, nada se debate; onde a função jornalística está totalmente ausente.
Exigimos mais e melhor trabalho jornalístico. Exigimos seriedade e profissionalismo.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Redefinir amizades, intimidades e sexo
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Esta madrugada pus-me a ler coisas um pouco ao calhas para
ver se o sono vinha quando me deparei com um daqueles textos/conceitos que
fazem instantaneamente click na cabeça: “relacionamentos queerplatónicos”.
O interessante desta ideia, e a razão pela qual tanto me
cativou, é por finalmente conseguir ter um termo que aproxime ou resuma, de
certa forma, algumas das ideias que já expus em posts anteriores, sobre o papel
cruzado da sexualidade e da amizade.
Para mim, bem como para muitas outras pessoas, o poliamor
não trata apenas de redefinir o número de pessoas com quem podemos ter relações
românticas e/ou sexuais, mas também redefinir o que se entende por “amor”,
abrindo as portas a vários tipos de amor, e à validação de relações de
intimidade que possam contemplar variantes diferentes de amor – bem como à
validação de intimidades que não passem necessariamente pelo amor (romântico ou
de outros tipos) e se possam fundamentar em relações centralmente físicas e/ou
centralmente emocionais mas com modulações que dão um passo ao lado do que
geralmente entendemos por amor.
| Por alguma razão, o pessoal em inglês chama a quem está neste tipo de relações, courgettes. |
Como é costume em mim, acabo a ser atirado para algumas das
coisas que Michel Foucault disse para melhor compreender os elementos
envolvidos. Neste caso, fui repegar na entrevista “Amizade como Forma de Vida”,
onde o autor comenta especificamente as relações entre homens em vários
contextos institucionais e sociais e o quanto isso pode servir para um
constante trabalho de reinvenção de uma ‘cultura gay’. Entrementes, ele oferece uma lindíssima definição de amizade
nesse contexto: “A soma de todas as coisas através das quais podem dar prazer
um ao outro”. Tal como é o caso das relações de camaradagem no exército, entre
homens – tão espartilhadas, mas onde o amor também surge e sustenta os vínculos
pessoais – também as construções contemporâneas de amizade parecem
estranhamente espartilhadas, e os sentimentos amorosos (em sentido lato)
tornados neutros, formulaicos, e fortemente a-corporais (não era também disso
que a Adrienne Rich falava?). A resposta, para Foucault, seria então a
existência de uma “inventividade especial para uma situação como a nossa e para
esses sentimentos […]. Temos que escavar profundamente para mostrar como as
coisas são historicamente contingentes, por razões tais e tais, inteligíveis
mas não necessárias”.
As descrições de Foucault na entrevista são-me
particularmente apelativas porque não precludem nem forçam a existência de
práticas sexuais como parte dessa amizade, deixando antes um campo aberto onde,
ainda assim, a criação de vínculos potencialmente disruptivos para o sistema
afectivo vigente passa necessariamente por uma ligação psico-emocional entre
pessoas dispostas a realizar trabalho relacional.
É por causa da centralidade do papel da disrupção que não me
surpreende onde acabei a encontrar este termo, a relação queerplatónica – em recursos dedicados à assexualidade e ao
arromantismo; grupos de pessoas praticamente invisíveis pelo simples facto de
não se reverem na ideia de que toda a gente deve
amar romanticamente e/ou sentir-se sexualmente atraída, e que a ausência destes
elementos é, de alguma forma, patológica.
A Aromantics Wiki
define esta relação como sendo “não-romântica mas ao mesmo tempo envolvendo uma
ligação emocional intensa para além do que a maior parte das pessoas consideram
actualmente como sendo normal numa amizade”, fazendo o cruzamento possível com
todas as formas de orientação de género, sexual, de identidade sexual,
relacional, etc.
No tumblr Aromantic Aardvark há uma explicação mais aprofundada que, para quem escreveu o post,
implica “a quebra das narrativas. Implica não haver regras. Implica fazer, no
fundo, o que quer que seja que a pessoa se sinta confortável a fazer. […] Queerplatónico quer dizer criar a
própria definição, dizer ‘nem platónico nem romântico encaixam’ […] e fazer uma
salada russa daquilo com que as pessoas envolvidas se sentem confortáveis”. Isto
pode incluir ou não elementos mais sexuais, pode incluir ou não esta ou aquela
forma de carinho e intimidade, consoante as pessoas em questão, consoante o momento
em questão – mas tendo sempre como substrato uma noção de compromisso, de laço
estreitamente firmado, intenso, que frequentemente corre o risco de ser
confundido (especialmente por terceiras pessoas) com algo romântico ou
criticável.
A mera existência deste tipo de relações perturba
fundamentalmente o sistema relacional mononormativo (dados os ‘erros’ de
leitura do que estas relações são, e a centralidade da ideia de compromisso,
normalmente associada apenas às relações românticas sexuais), e encontra no
poliamor e outras não-monogamias consensuais aliados naturais – mesmo nos casos em que o
sexo esteja totalmente excluído da relação. Ao mesmo tempo, ao permitir o
estabelecimento de formas relacionais a
la carte, serve para quebrar os ditames normativos de disciplina corporal
sobre quem podemos beijar ou não, tocar ou não, amar ou não, comprometermo-nos ou não (não sei se já notaram que
basta alguém não estar num namoro para se dizer que a pessoa não está “comprometida”;
como se os outros compromissos fossem secundários).
Reconheço que o termo talvez não seja o melhor: afinal, a
ideia de uma relação platónica não é a ideia de uma relação não-romântica, mas
a ideia de uma relação casta e não-sexual, e tenho dúvidas sobre se simplesmente adicionar a possibilidade de
uma componente sexual ao mesmo tempo é suficiente para se considerar que se
está a queerizar o termo “amor
platónico”. (Vai daí que convido quem me lê a sugerir mais e melhores termos!!).
Para já, fico contente por ter uma expressão e uma série de links que posso
mostrar, e que facilitarão a comunicação futura para explicar a outras pessoas
o que sinto/quero/gosto. Algo que, nos últimos 9 anos de poly, não tem sido
nada, nada fácil.
domingo, 7 de julho de 2013
PolyPortugal na Marcha do Orgulho LGBT Porto 2013
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O PolyPortugal marcou presença e esteve representado nas intervenções finais da Marcha do Orgulho LGBT do Porto de 2013.
Vejam abaixo o vídeo da intervenção!
Vejam abaixo o vídeo da intervenção!
segunda-feira, 24 de junho de 2013
"Também Somos Gente"
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Esta quinta-feira, pelas 20h, o programa "Também Somos Gente" vai falar sobre a Marcha do Orgulho LGBT do Porto, que o PolyPortugal ajudou a fundar e onde marcou presença desde então. Entre as pessoas entrevistadas consta a Ann Antidote - co-fundadora do PolyPortugal e da Marcha do Porto. Não percam!
domingo, 23 de junho de 2013
Discurso da Marcha do Orgulho LGBT Lisboa 2013
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Aqui fica a intervenção do grupo PolyPortugal no fim da Marcha do Orgulho LGBT Lisboa 2013!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Poliamor na Revista Activa de Junho de 2013
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Várias pessoas do grupo PolyPortugal falaram com a jornalista Bárbara Bettencourt, para um artigo sobre não-monogamia responsável que saiu no exemplar de Junho da Revista Activa.
Leiam aqui!
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