Acabei de vir da tertúlia sobre poliamor que teve lugar hoje, no Porto, organizada pelo Caleidoscópio LGBT. Foi, sem dúvida, das melhores onde já estive, com muita energia e muito diálogo extremamente interessante.
Para breve, mais actualizações, imagens e outras impressões sobre a tertúlia!
domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Atenção ao Porto e arredores
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Este domingo, dia 18 de Dezembro, vai haver uma tertúlia sobre Poliamor no Porto!
Vai começar às 15h, no Clube Literário do Porto, e vai contar com a minha presença e com a da Inês.
Descubram mais pormenores aqui!
E, claro, disseminem e apareçam para saber mais sobre poliamor.
Vai começar às 15h, no Clube Literário do Porto, e vai contar com a minha presença e com a da Inês.
Descubram mais pormenores aqui!
E, claro, disseminem e apareçam para saber mais sobre poliamor.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Poliamor na Happy Woman de Dezembro
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Pois é, desta vez através de uma entrevista à psicanalista Regina Lins, do Brasil, o poliamor volta a aparecer na imprensa portuguesa. Leia o artigo abaixo.
Open publication - Free publishing - More amor
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Geografias
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Estive ontem com o Paulo Jorge Vieira num congresso, em Lisboa, sobre Geografias - onde fomos ambos apresentar um trabalho sobre poliamor.
Amanhã (dia 29 de Outubro), estarei com a Inês Rôlo na já muito disseminada tertúlia sobre poliamor, promovida pelo Clube Safo, a que convido toda a gente para ir.
É destas coisas, aos poucos e poucos, que também se vai fazendo activismo. No caso do poliamor, esse activismo pode tão-só passar por espalhar a existência da palavra. E é interessante como quase sempre há alguém que acaba a sentir-se tocado pela experiência de ouvir falar de poliamor, e que começa a repensar as suas próprias experiências.
Seja em contexto académico, seja em contexto informal, a minha preocupação é com fazer passar a visão mais inclusiva possível, menos discriminatória possível, mais alargada possível daquilo que o poliamor é visto como sendo, daquilo que ele poderá vir a ser, e de como a mistura dessas várias coisas acaba, sempre, a tingir as experiências de quem vive poliamorosamente. (Só falta saber o que é isso de "viver poliamorosamente"!)
terça-feira, 25 de outubro de 2011
A Tertúlia é esta semana
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Já estão todxs prontxs para a Tertúlia, promovida pelo Clube Safo, esta semana?
A falar, em representação do PolyPortugal, estarão a Inês Rôlo e o Daniel Cardoso.
A propósito, a tertúlia recebeu tempo de antena no programa "Vidas Alternativas", de António Serzedelo! Ouçam aqui!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Diálogo sobre Poder e Ética
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Finalmente, depois de uns quantos atrasos, está cá fora, e disponível para leitura, uma conversa que teve lugar entre o Pepper Mint e eu, sobre poder, ética, poliamor e teoria queer.
O Pepper Mint é um autor e activista poly/BDSM famoso, de São Francisco (EUA), que teve, entre outras coisas, um artigo publicado no Understanding Non-Monogamies.
LINK (em inglês)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Pedro não sofre de poliamor, não
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Portugal inteiro, ou perto disso, por esta altura já sabe
que o Pedro, da Casa dos Segredos 2 (programa da TVI) “sofre de poliamor”.
Longe de mim não gostar da disseminação, mas a frase em si levou-me a pensar no
que é “sofrer de…” alguma coisa, e como é que isso precisa de ser lido historicamente
e ao nível de uma política das identidades.
Há muito tempo atrás, e para dar um exemplo como poderia dar
vários outros, a figura do homossexual foi criada. O homossexual foi criado. E foi criado precisamente dentro do
contexto de uma patologia. A homossexualidade era uma doença, uma anormalidade
que podia ser (talvez) curada, tratada, cuidada – mas, acima de tudo, estudada.
É um ponto que tanto Foucault como Lynne Huffer, a partir do trabalho dele,
fazem: o surgimento da figura do homossexual é o surgimento de um objecto de
estudo científico redutível à verdade epistemológica da sua homossexualidade.
Reparem: objecto de estudo. Uma boa
parte do movimento LGBTQI desde então tem-se preocupado, justamente, com
quebrar esta objectificação dos
afectos, desejos, comportamentos.
A quebra desta objectificação entre outras finalidades, tem
o objecto de poder criar sujeitos de
desejo, prazer, sexo. E isso está ligado à noção de responsabilidade pessoal. Não
no sentido do velho debate de “eu escolhi ser homossexual” versus “eu nasci
homossexual”, mas no sentido de se poder identificar, obter e utilizar autonomia na vida sexual e erótica /
afectiva.
Então, porque é que Pedro diz que “sofre de poliamor”?
Porque, se for uma doença, um padecimento, então ele não pode ser
responsabilizado pelos seus próprios actos. Se for algo que lhe aconteceu, e
não que ele faz acontecer, a culpa
não é dele (soa tão cristão, isto, não soa?).
Ora, como o poliamor é uma daquelas raras identidades cuja
génese não passou por uma
patologização prévia, então há agora quem tente patologizar esta identidade, de
forma a, mais uma vez, poder objectificar-se a si ou a outrxs, removendo qualquer
complexidade ética e colocando-se a salvo da responsabilidade que daí adviria.
O problema é que o poliamor é uma forma de não-monogamia responsável. Portanto,
não. Pedro não sofre de poliamor.
Não é possível sofrer-se de poliamor – os afectos não são patologias, e a
responsabilidade não é descartável. Mas mesmo que fosse possível, ele
continuaria a estar ‘de fora’ – ao que parece, a parte da honestidade não o
afecta.
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