quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aquela coisa do sexo...

Publicado por 
Ando doente com esta coisa da educação sexual na escola. Não há reunião em que não se fale disto. E o ritual é quase sempre o mesmo. O Director de Turma aborda o tema com o tom de “tem de ser, há aqui este assunto…”. A maior parte dos professores baixa os olhos. O professor de Ciências diz qualquer coisa que quase sempre me irrita. E quando se pergunta quais os professores que querem participar no projecto, só falta ouvir os assobios para o ar. Nas primeiras reuniões ofereci-me. Depois comecei a perceber…

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vida privada versus imprensa cor-de-rosa, cor-de-sangue e de lama

Publicado por 
Imprensa cor-de-rosa, vermelha-sangue e cor-de-lama... e não só a imprensa, mas a política, ou a rua...

Simplesmente, e também como pessoa poly, mete-me **nojo** toda a especulação cusca e toda a exploração política da morte do Carlos Castro... Uns dizem que foi violência doméstica, outros vingança, outros tráfego de influências... Uns dizem que isto é a prova de que os gays são pessoas piores que as outras... Outros dizem que isto prova que os gays são pessoas iguais às outras.. Outros dizem que isto prova precisamente que os gays são melhores.. Outros dizem que não tem nada a ver com orientação sexual, outros que tem... Uns vêem uma história cheia de sordidez, outros uma versão maravilhosamente recauchutada do conto de fadas da actualidade... E, por fim, e resumindo, toca a especular com o que é que fazia aquelas pessoas mexer, o que é que as motivava. De repente toda a tragédia que as engoliu passou a ser uma coisa política para ser usada politicamente, ou simplesmente dissecada por quem não tem mais nada que fazer...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Efémero

Publicado por 
Estava aqui há uns dias a assistir a uma conversa online sobre a questão da duração das relações poliamorosas. O maior questionário alguma vez feito a essa comunidade, de forma não-representativa e online, foi o da Loving More Magazine. Um dos resultados é que a maior parte das relações reportadas por quem respondeu ficava abaixo dos cinco anos de duração.

Duas leituras que se podem fazer daqui: uma sobre o papel do poliamor, outra sobre os nossos conceitos de base sobre relações.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Three, o filme

Publicado por 
Mais um filme vagamente poly, desta vez um filme declaradamente mainstream. Mas mesmo assim muito envergonhadito. Falo-vos de "Three", de Tom Tykwer, talvez conhecido pelo filme "O Perfume".

A história conta-se em muito menos que as duas horas do filme duram: Simon e Hanna, um casal vagamente moderno, caucasiano, assalariado, bem alimentado e burguês q.b., chega aos 20 anos de relação com as habituais renúncias, opções, não-opções e temas no seu currículo. Cada um deles, a princípio sem que o outro saiba, envolve-se e apaixona-se por Adam. E a partir de certa altura, sem que tenham outro remédio, ficam todos a saber. Aqui está a descrição oficial em Inglês.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vem aí mais um ano!

Publicado por 

Passou-se mais um ano, e todxs xs participantes deste blog desejam a todxs xs leitorxs um grande 2011! Vai haver mais PolyPortugal para o ano, prometemos!

Cá eu, vou passar o reveillon com xs minhxs companheirxs, e mais amigxs. E o resto, como se costuma dizer, é conversa!


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A defesa - confirmada!

Publicado por 
Será mesmo no dia 12 de Janeiro, às 15h, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Torre B, Anfiteatro 1, 1º andar.

Deixo aqui, para quem estiver indecisx sobre se vai assistir ou não, o abstract / resumo.
Esta tese tem como objectivo principal determinar se os utilizadores da mailing list alt.polyamory, ao verterem as suas experiências pessoais em texto, estão ou não a incidir em práticas queer de questionamento da normativização monogâmica e heterocêntrica,

sábado, 18 de dezembro de 2010

Just Out

Publicado por 

Fotografia: Daniel Cardoso

Para quê dar a cara? Para quê dar a voz? Para quê dizer: sou lésbica? Para quê dizer: este homem, aqui, é o meu companheiro? Para quê falar daquelxs que nos oprimem? Para quê um feminismo, uma luta, um grito? Para quê, pergunto eu, fazer da minha vida uma forma de política? Porquê é que, pergunto eu, andarmos xs três de mão dada na rua me parece a mim mais do que andarmos xs três de mão dada na rua? Porquê dizer: sou poly? Não sei quando decidi fazer da minha vida, das minhas escolhas, das minhas relações, das minhas opções académicas e profissionais, das minhas opções de amizade e amor, não sei quando decidi fazer disto a minha bandeira, a minha cruzada. E todos os dias encontro respostas para estas perguntas. Quando oiço citar uma lésbica de 24 anos que diz ter o cuidado de não demonstrar comportamentos afectuosos para com a sua companheira em locais públicos quando há famílias com crianças, de forma a não chocar as crianças. Quando vejo que um par de namorados se coíbe de dar as mãos na rua. Quando sei que gays, lésbicas e bissexuais se afastam propositadamente dos locais onde moram e onde trabalham para viver a sua relação. Quando conheço relações de vários anos ocultas sob a capa da amizade. Quando sei que pessoas vivem toda a sua vida sem nunca dizer a verdade. Eu sou gay. Eu sou poly. Eu sou trans-queer-lés, whatever. Eu sou. Ser deveria ser quanto baste. E quando não temos mais nada, isso tem que ser a nossa força.

Inês