
Para quem acha que o poliamor é uma modernice inventada na ressaca dos anos sessenta, ou um delírio de juventude que passa quando as pessoas ficam crescidas, aqui vai um pedaço de trivia.
Em Dezembro de 1941 surgiu pela primeira vez uma personagem que ainda hoje habita a mente de muitos amantes da banda desenhada: a Wonder Woman. Foi uma das primeiras heroínas de comics, e a que mais sucesso teve num mundo de super-homens. Um ano depois, já tinha direito a uma edição só para ela.
O autor desta proeza foi William Moulton Marston, psicólogo e inventor do polígrafo, que uniu as características das suas duas mulheres para criar uma mulher-maravilha. A Elizabeth Holloway Marston, com quem tinha casado, foi buscar a coragem, emancipação e sentido de justiça. A Olive Byrne, com quem passaram a viver, foi buscar os traços físicos: cabelo negro ondulado e olhos azuis. Também as pulseiras metálicas que afastam as balas foram inspiradas pelas que Olive usava, uma em cada pulso. A Wonder Woman lutava não só contra o crime, mas também contra o preconceito, o racismo e o sexismo.



Aqui há uns meses, largos meses já, uma das contribuidoras deste blog, a 