sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mais que dois

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Motivado por uma série de comentários num post recente, deixo-vos um excerto de um texto meu:

O poliamor, na sua base teórica, mostra-nos um tipo de relacionamento que depende fortemente de um sujeito individualizado que marque as suas regras e as suas determinações mas que, ao mesmo tempo, as discuta e as negoceie com alguém que se apresenta como seu igual num contexto que não tem o peso histórico do casamento e suas obrigações associadas – e que portanto contém a possibilidade e a expressão de uma pura relação e de um amor confluente, no qual também se pode observar a plasticidade sexual e que leva a um desafiar constante de estereótipos e papéis de género (Giddens, 1993).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Castelos de cartão

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Tenho estado à espera que este filme estreie em Portugal. Mas há uns dias desisti e vi-o em casa. É espanhol e conta a história de três estudantes de Belas-Artes, que se envolvem numa relação amorosa, na qual se complementam. Apaixonam-se os três pelos três. Cada um encontra o seu lugar no conjunto, e constrói uma relação diferente com cada um dos outros. Todos têm as suas fragilidades e qualidades. E juntos formam algo equilibrado, puro, que traz força e beleza à vida dos outros.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Falhar é bom

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A maior parte de nós procura ter relações duradouras. Não que sejam o único tipo de relação interessante mas provavelmente porque só é possível construí-las com pessoas especiais para nós, e um nível de compatibilidade muito alto não é frequente encontrar a uma distância decente.

Quando alguém se envolve num novo relacionamento, e durante os dias, semanas ou mesmo meses que se seguem, é bastante comum não se acreditar inteiramente nessa relação, pelo simples facto de estar no início. Parece fazer sentido, esta precaução. Mas não será prejudicial para o próprio desenvolvimento da coisa?

Por outro lado, será produtivo acreditar logo de início que uma nova relação vai ser para a vida? Eu diria que há uma razoável probabilidade de uma atitude assim conduzir a maus resultados. E as pessoas têm, geralmente, medo de falhar.

domingo, 8 de agosto de 2010

Poliamor na Com'Out

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A revista Com'Out voltou às bancas, com uma periodicidade trimestral. Nesta edição dedicada ao(s) amor(es), destaque para um artigo de duas páginas, intitulado "Poliamor, um horizonte de possibilidades". Com a participação de Daniel Cardoso.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pausa

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... para férias a trabalhar. A trabalhar sobre poly...

As actividades serão retomadas em breve. Entretanto deixo-vos com um exemplo do tipo de paisagem que não estou a desfrutar.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sobre o ciúme (3) - A minha torradeira

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Continuação dos posts:
Sobre o ciúme (1) - O medo é o seu alimento    e    Sobre o ciúme (2) - O frigorífico avariado


Sempre fui adepta da máxima “own your feelings”. Ou, como alguém diria, “I’m not your bitch, don’t hang your shit on me”. Quando li pela primeira vez o excerto do Ethical Slutaqui publicado, não só me identifiquei completamente com aquelas palavras, como passei a citá-lo em várias ocasiões. Nomeadamente quando alguém tentava “atirar-me as culpas para cima”. Nem sempre funcionou. Ou, para ser mais sincera, quase nunca. Sempre fui uma esponja da culpa. E de algum modo acho que sempre preferi sê-lo, para não perpetuar conflitos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Amores antigos

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Numa rede de encontros onde me inscrevi há ano e meio, que adoro e recomendo (OkCupid), uma das frases que está no meu Self-Summary é a seguinte:
I'm always starting off new things but hardly ever finish any, which means I'd hardly finish with you. ;)
No final de Março, cansado do silêncio bloguístico que nessa altura se estava a alastrar contagiantemente entre a generalidade dos colaboradores, escrevi um post desanimado — embora simultaneamente feliz com a actividade crescente, em contramaré, dos nossos congéneres brasileiros¹. E o que aconteceu depois desse post? Emudeci eu próprio. Quatro meses e meio de silêncio.