Motivado por uma série de comentários num post recente, deixo-vos um excerto de um texto meu:


O poliamor, na sua base teórica, mostra-nos um tipo de relacionamento que depende fortemente de um sujeito individualizado que marque as suas regras e as suas determinações mas que, ao mesmo tempo, as discuta e as negoceie com alguém que se apresenta como seu igual num contexto que não tem o peso histórico do casamento e suas obrigações associadas – e que portanto contém a possibilidade e a expressão de uma pura relação e de um amor confluente, no qual também se pode observar a plasticidade sexual e que leva a um desafiar constante de estereótipos e papéis de género (Giddens, 1993).

Quando alguém se envolve num novo relacionamento, e durante os dias, semanas ou mesmo meses que se seguem, é bastante comum não se acreditar inteiramente nessa relação, pelo simples facto de estar no início. Parece fazer sentido, esta precaução. Mas não será prejudicial para o próprio desenvolvimento da coisa?