quinta-feira, 15 de julho de 2010

O meu coração é uma casa de mil quartos

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Chego a casa depois de uma noite altamente estimulante, no plano sexual e intelectual. Poiso as coisas no meu quarto e hesito. São quatro da manhã. Apetece-me partilhar este momento com os meus amores, que a esta hora já dormem.
Entre o quarto da esquerda e o da direita, acabo por escolher o segundo. Mas toda esta liberdade é responsabilidade dos dois. E a felicidade que irradio chegará em ondas crescentes a ambos.
Esta noite, amanhã, e nos dias que se seguirem.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Digest: o que ando a aprontar (to be continued)

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Resolvi lentamente voltar às lides organizativas. Fiz cerca de dois anos de pausa. Após a co-organização da marcha do orgulho no Porto, e de muitos encontros poly em Portugal e na Alemanha, e muita outra tralha mais, precisei, por motivos de saúde, de uma pausa. Agora lentamente começo a esticar os músculos organizativos e apetece-me começar a meter o bedelho nisto e naquilo.

Comecei-me a interessar, via "a minha vida poly", por constelações familiares alternativas, e pela co-educação. E a partir de certo ponto, desvinculei o tema poly do tema da co-educação e comecei a interessar-me por constelações alternativas em volta ou dirigidas à "gente miúda", ou em que isto seja priorizado em relação às relações entre a "gente graúda" (aka "adultos").

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tendências

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Porque é que uma das coisas que mais fascina xs leitorxs deste blog é a tag "histórias pessoais"? Será pela mesma razão que o Big Brother foi um sucesso? Ambos são, de uma maneira ou outra, casos de exposição mediática voluntária. E apesar de este nosso cantinho não ter a mesma projecção que o dito programa teve, isso não quer dizer que seja fundamentalmente diferente.

Os humanos são seres sociais, são seres que aprendem por imitação. E isso é uma das razões pelas quais olhamos para quem está à nossa volta. Através das experiências que partilhamos e vemos serem partilhadas, procuramos aprender algo que nos possa ensinar, a nós, o que fazer em situações análogas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Mas para quê?!?"

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Ontem tive um reencontro com uma colega de faculdade que não via há quase dez anos. Uma pessoa de quem cheguei a ser bastante próxima, e que acompanhou o início de uma das relações que ainda mantenho. Enquanto falávamos dos pormenores do encontro e de quem iria, notei uma certa exclamação pelo facto daquela relação ainda fazer parte da minha vida. O que me levou a um daqueles flashbacks à filme, e a pensar na minha evolução na última década.
Lembro-me de uma vez lhe contar que me tinha cruzado com uma pessoa na rua (um daqueles encontros fortuitos que sempre me fascinaram) e que, depois de uma conversa espontânea, tínhamos acabado por trocar contactos e nos íamos encontrar em breve.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

gatxs na caixa

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Mesmo quem não gosta ou não tem de trabalhar com Física ou Física Quântica, conhece o nome de Schödinger. Toda a gente conhece a história do gato de Schrödinger, como veículo para explicar o princípio de Indeterminação de Heisenberg (não é possível saber simultânea e absolutamente a localização e velocidade de uma partícula), em que o abrir de uma caixa para ver se o gato está morto, mata o gato caso ele não esteja já morto. Adiante, talvez não a melhor maneira de começar um artigo sobre poly, mas vão ver que isto é pertinente...

domingo, 4 de julho de 2010

PolyPortugal na Marcha LGBT Porto

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O PolyPortugal está presente na organização da Marcha do Orgulho LGBT do Porto desde o seu início, em 2006. Marchamos pela igualdade, pela visibilidade e validade de modelos diferentes de amor e de família.
"Queremos uma sociedade que reconheça a diversidade de modelos familiares com iguais oportunidades perante a lei. Porque a família é uma escolha livre das pessoas, lugar para a partilha de afectos e de vidas em comum e porque o Estado não pode privilegiar nenhum modelo em detrimento de todos os outros. Um lar pode ter como núcleo um relacionamento monogâmico entre uma mulher e um homem, entre dois homens, ou entre duas mulheres. Mas também há relacionamentos amorosos responsáveis entre mais de duas pessoas. Assim como há famílias cuja base é a amizade, e não o amor, ou o sangue."
"(...) temos orgulho na bandeira arco-íris, símbolo da diversidade e da visibilidade dos nossos amores." (Manifesto 2010)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Poly-fala

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Eu suponho que haja ainda quem pensa que isto de poly é muito engraçado pela parte sexual. Mas estava eu hoje a pensar, enquanto ruminava sobre o que havia de escrever, que do ponto de vista de quem está dentro das relações, a parte da fala é muito importante. Muito mesmo.

Uma relação que se baseie em honestidade, franqueza e empatia precisa de comunicação. Pessoalmente, respeito imenso as pessoas que conseguem dizer claramente aquilo que querem, aquilo que sentem. Mesmo quando o que sentem é confuso, ou incerto, ou indefinido. Dizer-se que se está confusx é dizer o que se sente. Não precisamos de dar etiquetas a tudo para conseguirmos falar - porque a confusão e a incerteza também são sentimentos válidos que, às vezes, são descontados e discriminados.

Só temos que ter a noção que, se estamos absolutamente confusxs com o que sentimos, então temos a certeza que estamos confusxs. E podemos falar dessa confusão.