quinta-feira, 8 de julho de 2010

"Mas para quê?!?"

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Ontem tive um reencontro com uma colega de faculdade que não via há quase dez anos. Uma pessoa de quem cheguei a ser bastante próxima, e que acompanhou o início de uma das relações que ainda mantenho. Enquanto falávamos dos pormenores do encontro e de quem iria, notei uma certa exclamação pelo facto daquela relação ainda fazer parte da minha vida. O que me levou a um daqueles flashbacks à filme, e a pensar na minha evolução na última década.
Lembro-me de uma vez lhe contar que me tinha cruzado com uma pessoa na rua (um daqueles encontros fortuitos que sempre me fascinaram) e que, depois de uma conversa espontânea, tínhamos acabado por trocar contactos e nos íamos encontrar em breve.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

gatxs na caixa

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Mesmo quem não gosta ou não tem de trabalhar com Física ou Física Quântica, conhece o nome de Schödinger. Toda a gente conhece a história do gato de Schrödinger, como veículo para explicar o princípio de Indeterminação de Heisenberg (não é possível saber simultânea e absolutamente a localização e velocidade de uma partícula), em que o abrir de uma caixa para ver se o gato está morto, mata o gato caso ele não esteja já morto. Adiante, talvez não a melhor maneira de começar um artigo sobre poly, mas vão ver que isto é pertinente...

domingo, 4 de julho de 2010

PolyPortugal na Marcha LGBT Porto

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O PolyPortugal está presente na organização da Marcha do Orgulho LGBT do Porto desde o seu início, em 2006. Marchamos pela igualdade, pela visibilidade e validade de modelos diferentes de amor e de família.
"Queremos uma sociedade que reconheça a diversidade de modelos familiares com iguais oportunidades perante a lei. Porque a família é uma escolha livre das pessoas, lugar para a partilha de afectos e de vidas em comum e porque o Estado não pode privilegiar nenhum modelo em detrimento de todos os outros. Um lar pode ter como núcleo um relacionamento monogâmico entre uma mulher e um homem, entre dois homens, ou entre duas mulheres. Mas também há relacionamentos amorosos responsáveis entre mais de duas pessoas. Assim como há famílias cuja base é a amizade, e não o amor, ou o sangue."
"(...) temos orgulho na bandeira arco-íris, símbolo da diversidade e da visibilidade dos nossos amores." (Manifesto 2010)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Poly-fala

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Eu suponho que haja ainda quem pensa que isto de poly é muito engraçado pela parte sexual. Mas estava eu hoje a pensar, enquanto ruminava sobre o que havia de escrever, que do ponto de vista de quem está dentro das relações, a parte da fala é muito importante. Muito mesmo.

Uma relação que se baseie em honestidade, franqueza e empatia precisa de comunicação. Pessoalmente, respeito imenso as pessoas que conseguem dizer claramente aquilo que querem, aquilo que sentem. Mesmo quando o que sentem é confuso, ou incerto, ou indefinido. Dizer-se que se está confusx é dizer o que se sente. Não precisamos de dar etiquetas a tudo para conseguirmos falar - porque a confusão e a incerteza também são sentimentos válidos que, às vezes, são descontados e discriminados.

Só temos que ter a noção que, se estamos absolutamente confusxs com o que sentimos, então temos a certeza que estamos confusxs. E podemos falar dessa confusão.

domingo, 27 de junho de 2010

1 ano

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Pois é, fiéis leitorxs! Um ano depois, e ainda aqui estamos!

Parabéns a todxs e, mais uma vez, contamos com a vossa colaboração.


sexta-feira, 25 de junho de 2010

As 13 e o Poliamor

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Há uns dias teve lugar um evento que pretendeu discutir as linhas de cruzamento entre poliamor e feminismos, um tema sobre o qual eu e outras pessoas já escrevemos, noutro contexto.

Algumas das questões mais importantes lá mencionadas, para além do que está acima, têm que ver com:
  • posse (do corpo);
  • capitalismo;
  • ligações ao amor livre dos anos 60/70.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Só eu sei porque fico em casa

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Berlim não tem um CSD (Marcha do Orgulho) mas até tem dois. Ontem foi o "grande", com 10.000 pessoas e com o tema "Normal é outra coisa". O "pequeno", alternativo, e mais centrado em temas mal amados como identidades trans ou minorias migrantes e/ou étnicas dentro da comunidade LGBT, é daqui a uma semana (http://transgenialercsd.wordpress.com).

Não há amor a camisola nenhuma que me tirasse ontem de casa. Não saio à rua para festejar nem manifestar-me pelo casamento gay, ou por temas de luxo para uma camada gay que não é queer e que passa a ferro problemas bastante prementes. Só eu sei porque fico em casa.