sexta-feira, 25 de junho de 2010

As 13 e o Poliamor

Publicado por 
Há uns dias teve lugar um evento que pretendeu discutir as linhas de cruzamento entre poliamor e feminismos, um tema sobre o qual eu e outras pessoas já escrevemos, noutro contexto.

Algumas das questões mais importantes lá mencionadas, para além do que está acima, têm que ver com:
  • posse (do corpo);
  • capitalismo;
  • ligações ao amor livre dos anos 60/70.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Só eu sei porque fico em casa

Publicado por 
Berlim não tem um CSD (Marcha do Orgulho) mas até tem dois. Ontem foi o "grande", com 10.000 pessoas e com o tema "Normal é outra coisa". O "pequeno", alternativo, e mais centrado em temas mal amados como identidades trans ou minorias migrantes e/ou étnicas dentro da comunidade LGBT, é daqui a uma semana (http://transgenialercsd.wordpress.com).

Não há amor a camisola nenhuma que me tirasse ontem de casa. Não saio à rua para festejar nem manifestar-me pelo casamento gay, ou por temas de luxo para uma camada gay que não é queer e que passa a ferro problemas bastante prementes. Só eu sei porque fico em casa.

domingo, 20 de junho de 2010

Feminismos e Poliamor

Publicado por 
No mês de Junho, o GRUPO DAS TREZE promove a tertúlia "Feminismos e Poliamor", com a presença de Lara, Daniel Cardoso e Ann Antidote (Colectivo PolyPortugal).

Quarta, 23.Junho.2010, 19h
Local: Bacalhoeiro, Rua dos Bacalhoeiros, 156, Lisboa
Organização: UMAR
Confirmar a presença no Facebook

O GRUPO DAS TREZE* surgiu em 1911 e pretendia combater a ignorância e as superstições, o obscurantismo, o dogmatismo religioso e o conservadorismo que afectavam a sociedade portuguesa e impediam a emancipação das mulheres. Para celebrar os 100 anos da Implantação da República e lembrar as mulheres republicanas que se destacaram na luta pelo fim da monarquia e pela proliferação dos valores da liberdade, igualdade e fraternidade, como foram o Grupo das Treze, a UMAR desenvolve encontros, tertúlias, acções de rua, durante todo o ano, no dia 13 de cada mês (quando o Santo António o permite!), tal como o Grupo das Treze o fez, de 1911 a 1913.

sábado, 19 de junho de 2010

Notícias da Marcha de Lisboa

Publicado por 

Foi hoje a Marcha LGBT de Lisboa. O PolyPortugal participou como membro da organização e claro, marchando também. Aqui fica a intervenção do Daniel, no final do evento. As últimas palavras foram citadas pelo Jornal de Notícias, que referiu a nossa participação em dois artigos:

Artigo1 -JN
«Além do IXY, refira-se a estreia formal da Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual ou do PolyPortugal (para quem uma pessoa é livre de ter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo).»

Artigo2 - JN
«Uma semana após agressões de gays, no local de partida da marcha, no Príncipe Real, incidentes ontem não houve. Só mesmo a voz dissonante de uma utente da Carris, na Praça da Figueira: “raios partam esta ‘gaitagem’ que me atrasa o autocarro”. A resposta chegou, já em pleno Martim Moniz, pela voz de Daniel Cardoso, do colectivo Poliamor, debitada de uma carrinha de caixa aberta: “amor não empata amor”.»

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ah, então está bem...

Publicado por 
Andei a ler este livro, só mesmo porque tinha a palavra "poliamor" lá no título, o que ainda é raro o suficiente para me chamar a atenção. E, claro, porque tem como autor um psicólogo, aparentemente, e a maior parte da literatura sobre o poly vem precisamente de psicólogxs.

Devo dizer que este livro me traz memórias. Memórias de mim mesmo, há uns anos. O que, para um livro, é capaz de não ser boa coisa. O livro é optimista em relação ao poliamor, mas optimista por excesso. E, infelizmente, discriminatório, apesar de o tentar esconder.

Cito:
"Etiquetar é, frequentemente, o mesmo que discriminar. [...] Assim sendo, deveria identificar-se a palavra amor com poliamor, e amoroso/amante com poliamoroso, deixando para o amante monógamo o qualificativo pouco usual de monoamoroso."

E termina com um pequeno questionário, que permite descobrir, em 20 perguntas, se a pessoa que está a responder pode ou não ser poliamorosa, lá no fundo.

Então está bem...

domingo, 13 de junho de 2010

PolyPortugal na Marcha LGBT Lisboa

Publicado por 
A exemplo de outros anos, o PolyPortugal participa na Marcha LGBT de Lisboa. Desta vez como membro da comissão organizadora.
Pela divulgação do Poliamor como uma opção válida e possível. Pela defesa da "diversidade de identidades de género e de orientações sexuais que nos caracteriza enquanto seres humanos. Porque, felizmente, somos todos/as muito diferentes entre nós e as identidades, as relações humanas e os afectos não obedecem a regras alheias, arbitrárias e injustas. (Manifesto 2010)
No final da marcha haverá um jantar, perto do Martim Moniz.

Marcha LGBT 2010
Sábado, 19.Junho.2010
17h - Príncipe Real (Lisboa)

Jantar PolyPortugal

Sábado, 19.Junho.2010
19h30 - Perto do Martim Moniz
Inscrições no Facebook

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Uma curta história

Publicado por 
Na quarta-feira, fui esperar I. ao trabalho, almoçámos juntxs. Um bife aux champignons (deva-se dizer que 3 bocadinhos de cogumelo talvez não sejam suficientes para fazer merecer o nome, mas pronto).

Passámos a tarde juntxs. Umas horas depois, já em casa, chegou S., que foi tomar banho depois de um aturado dia de trabalho. Entretanto, I. pôs-se a fazer um jantar delicioso, e eu ajudei (adoro cozinhar, mas desta vez I. queria mostrar um ar de sua graça culinária)*.

Entre sobremesa, café, filmes e animação japonesa, fomo-nos deitar tarde. E se o sono era muito, a vontade de galhofa era ainda maior, e só umas três horas depois é que conseguimos adormecer. Já me doía a garganta de tanto rir, mas são acidentes da vida, vá...

Dia seguinte (tecnicamente, o mesmo dia, não é?), e às dez da manhã já me estou a levantar para fazer o pequeno-almoço para toda a gente. Vestimo-nos e saímos para ir ao cinema, com mais gente.

E por aí em diante, poderia continuar... Claro que nem sempre corre tudo bem. Claro que nem sempre é fácil lidar com tudo o que acontece. Mas são estes pequenos momentos da minha vida que me fazem perceber que a pergunta "Mas será que o poliamor é possível?" não faz sentido nenhum.




[*NOTA: Estou mesmo a ver que esta vai ser uma das grandes confusões poly da minha vida: mas afinal quem é que cozinha? Ou, antes, afinal quem é que é deixado de fora da tarefa de cozinhar, porque é quase à moda de "sete-cães-a-um-osso".]