domingo, 18 de abril de 2010

PolyPortugal no Arraial de Abril

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Nos dias 23 e 24 há arraial no Largo do Carmo, organizado pela Associação Abril. O PolyPortugal vai lá estar, de um modo informal, na banca das Panteras Rosa, e a passear-se por entre as várias bancas e eventos.
No Sábado, dia 24 à noite, haverá um jantar ali pelas redondezas, em restaurante ainda a determinar. Sugestões?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Marco Paulo

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Eu dou aulas e, não sendo propriamente a pessoa mais mediaticamente discreta do mundo, acabei com algumas alunas a informarem-me que tinham "descoberto" o artigo da FHM de que falei há alguns meses, bem como a minha aparição no programa "Sete palmos de testa", da RTP 2, em repetição, na semana passada.

Uma das coisas que me disseram, na altura, foi que eu sou "pior do que o Marco Paulo". Ora, tanto quanto me lembro, ele afirmava ter 2 amores, mas não saber de qual gosta mais, enunciando também o quão diferentes eram os seus dois amores. Eu respondi que não, não sou pior do que o Marco Paulo.

Isto porque ele era, claramente, um indeciso - e disso ninguém me pode acusar neste campo!

Neste momento, também tenho "dois amores". Que estão, de resto, constantemente a comentar comigo as semelhanças que têm entre si. Já daí se impossibilita uma parte da música. Mas a questão mais importante, para mim, é esta: porque é que eu preciso de ter a certeza (ou sequer de saber) de qual gosto mais? Parece-me isso um bom exemplo de estar à procura de problemas onde eles não existem, especialmente porque todos os resultados que eu vi no Google quando procurei por "amorómetro" me assustaram. O mesmo é dizer, não sei como iria responder a essa dúvida, sequer, neste momento, caso ela surgisse. Coisa que não fez.

Ele queria saber de qual gostava mais porque tinha que escolher. Eu não tenho. Não vejo razão para o fazer. Eu certamente não ganharia nada com essa escolha. E, tanto quanto sei, ninguém perdeu nada com a minha não-escolha (que é também uma escolha, claro; é escolher não escolher). De um ponto de vista de intenções, não vejo ninguém com má índole, ou a ser magoad@. A música não questiona esse imperativo da exclusão, eu questiono.

Portanto, no fundo, deixem-me ficar com a ideia de que não sou pior que o Marco Paulo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

No meu tempo não era assim...

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Ouvido de passagem:
“Isto agora a malta nova… No outro dia estavam ali três sentados naquele muro, e ora beijava um, ora beijava o outro…”

Infelizmente não me lembro se “os três” eram dois rapazes e uma rapariga, ou ao contrário. Daria um matiz à história, mas não me parece que fosse relevante para quem a contava. O que lhe parecia realmente surpreeendente era o franquear dessa barreira última, a não-monogamia assumida, despreocupada e alegre.
De facto, se algo se pode dizer dos adolescentes de hoje em dia é que se estão a borrifar. Que ganharam em diversidade e descontração o que perderam em dotes ortográficos. E que um colega ser gay lhes parece tão escandaloso como ser fã do Star Trek e vestir-se de Darth Vader. Minto. A última parte seria bastante mais estranha.
Nas conversas que oiço dirarimente, diria que o ciúme e a posse vão perdendo cada vez mais protagonismo nas suas vivências. Os adolescentes assumem que estão num período de experimentação. Que as relações não duram para sempre e quem não tenha pais separados que atire a primeira pedra.
Ao contrário da minha geração que, sentada em frente à televisão, levou com estereotipos atrás uns dos outros, metidos pelos olhos adentro, esta geração senta-se em frente aos computadores. E na internet são eles que escolhem a informação que querem. Ou optam simplesmente por não querer saber e viver a afectividade como lhes apetece.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tertúlia: “Homossexualidade, Promiscuidade e Poliamor”

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Tertúlia/Debate: “Homossexualidade, Promiscuidade e Poliamor”.

O Núcleo LGBT da Amnistia Internacional convida-te a participares na discussão em torno destas temáticas. Os homossexuais são mais promíscuos que os heterossexuais? Fazem mais sexo? São menos atreitos a relações estáveis? Estão mais disponíveis para relações abertas ou poliamorosas? E, afinal, o que é isso do Poliamor? É uma orientação sexual? Todos os poliamorosos são homossexuais? Poliamor significa o
mesmo que poligamia? Estas e outras questões igualmente interessantes serão abordadas neste encontro, no qual contaremos com a presença de um elemento do colectivo Poly Portugal, que nos irá, certamente, esclarecer todas as dúvidas que tenhamos sobre esta forma de encarar as relações sentimentais. Aparece!!

Organização: Núcleo LGBT da Amnistia Internacional.

Data: Sábado, 1 de Maio de 2010, pelas 15h.

Local: Sede da Amnistia Internacional: Av. Infante Santo, nº. 42, 2º. Andar. Lisboa – Alcântara. (Autocarros 720 e 738; o 15, 28, 732 também param perto, na Av. 24 de Julho, cumprindo, apenas, que se suba aInfante Santo; Comboios: estações de Alcântara-Mar e Alcântara-Terra).

sexta-feira, 9 de abril de 2010

3

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Estou constantemente a lembrar-me deste post da antidote, que me marcou. Quanto mais não seja, porque entendo o que ela quer dizer com "a beleza frágil e improvável destas constelações".

Estou num "V", já estive num trio ou triângulo. E ambas as experiências me deram/têm dado elementos de maturação pessoal e sentimental muito grandes. As dinâmicas são diferentes, e há problemas que fazem sentido num caso e noutro nem por isso - e vice-versa. A questão da intimidade - sexual, emocional, ou de outros tipos que não me ocorrem agora - é um desses factores que tem como hábito ser diferente entre V's e triângulos.

Claro que as pontas de um "V" podem ser, entre si, bastante íntimas - e aqui entra a ideia de punalua, de que já vári@s participantes falaram aqui - e isso permite, a quem está "no meio", apreciar uma sinergia potencialmente intensa. Sinergia essa que até tem, ocasionalmente e quanto mais não seja, por piada, o pormenor interessante de esse vértice ser um ponto de contacto muito forte entre as tais pontas - já me senti "assunto de interesse comum" mais do que uma vez, como quem fala de um livro, uma personagem ou uma música. E tem piada, para mim.

Não faço ideia se há alguma tendência de V's se transformarem em triângulo, triângulos em V's (também já estive numa situação assim, mas não como vértice). Mas sei que estar num V que, às vezes, mais parece um triângulo, é divertidíssimo. Tem piada. Sabe bem. O futuro entusiasma-me e só não me posso esquecer de ter a calma de esperar que ele chegue enquanto vou ter com ele, de sorriso nos lábios e com vontade de construir vidas plurais, reticulares. Em triângulo, V, W, X, Y, Z, ou quantas mais letras se lembrarem de usar, ou figuras geométricas. Talvez até mesmo em 4D?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Esta tarde...

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Estou em casa, a trabalhar no portátil. Ao meu lado, no sofá, está uma das pessoas com quem tenho uma relação. Mais ao lado, no chão - porque gosta de se sentar no chão - está a outra pessoa com quem tenho uma relação.

Ambas as pessoas a conversar sobre literatura, enquanto ouvimos música.

E nada disto é especial, nada disto é diferente. Apenas é. É uma família, é uma rede de amizades e amores.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cunhadxs

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Vem aí o meu amor-cunhadx (love-in-law) passar um fim de semana cá em casa. Nao me vem visitar, precisa apenas de ficar aqui uns tempos mas já combinámos algumas borgas e conversas iluminadas por umas garrafas de branco-rasca. E vem com esse amor-cunhadx, a sua namorada, e outro significant-other, que sao logicamente os amores-cunhadxs de um dos meus amores. E estou muito feliz com esta chuva de amores-cunhadxs.

E hoje não tenho mais nada para escrever.