domingo, 8 de novembro de 2009

Amigos, amigos...

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Na passada quinta-feira o jornal Metro fez referência ao Poliamor no artigo "Amigos, amigos, sexo à parte".

Trata-se apenas de uma definição, seguida de referência ao site PoliamorPT. Mas parece que o tema é cada vez mais recorrente neste tipo de artigos mainstream.


sábado, 7 de novembro de 2009

A minha vida dava um post

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Aos sábados, este blog tem contado com a participação de muita gente amiga mas mesmo assim os convidados não têm chegado para as semanas.
Por isso, se alguém achar que tem uma história interessante para contar, ou uma opinião para dar, estamos à espera!


Aos Sábados este espaço está aberto a contribuições não só dos nossos convidados mas também de quem quiser escrever.

Envie o seu texto (entre 50 e 500 palavras) sobre poliamor para polyportugal@gmail.com.


Aceita-se propostas de bloggers com ou sem experiência poliamorosa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Isso foi inesperado...

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"Se fosses um rapaz monógamo, e sem ninguém, provavelmente não teria aceite." - I.

Eu ouvi isto há pouco mais de vinte e quatro horas, e fiquei parvo. Então mas não costuma ser ao contrário??

Olha, parece que desta vez foi assim. E ainda bem!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ainda sobre a falta de tempo...

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Ora cá está. A prova de que uma pessoa poly tem muito pouco tempo, é o podcast que ouvi hoje.
Cunning Minx, de quem aqui falei há três semanas, é uma rapariga tão ocupada que nem teve tempo de ir descobrir que raio de língua se fala num país chamado Portugal.
Mas a gente perdoa-lhe, e de boa vontade, porque a moça é gira, trabalha que se farta, e à pala dela temos tido visitas de leitores de todo o mundo.
Para quem não tem tempo de ouvir o podcast (como eu vos entendo!), cá vai a transcrição e tradução do que vos falo:

"E há também um novo blog, o PolyPortugal. É verdade. Estamos espalhados por todo o lado!! Há poliamor por toda a parte!
(Como quem diz... Qualquer dia ainda aparece um blog poly no Burkina Faso!! Awsome!!) Vou também disponibilizar um link sobre um post que foi escrito sobre eles... Está em espanhol, mas podem sempre utilizar aquilo do Google Translate"...

Na verdade fui eu que escrevi sobre ela, e por acaso até hablo español, só que neste caso era mesmo português. Mas quem sou eu para criticar... Só tenho é a aprender com ela, que consegue gerir tanta coisa! Ou então já arranjou o tal secretário, cujo único defeito é nunca ter provado um pastel de nata...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

porque sim....

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na semana passada falei aqui sobre independência emocional e a gestão (emocional) das relações.. tod@s temos as nossas dificuldades..

a este propósito, uma amiga, muito poli-céptica e firmemente monogâmica sequencial, afirmava que eu e eventualmente outras pessoas poliamorosas, tínhamos medo da ruptura. era por isso, garantia-me ela, que eu deixava que as minhas relações, em geral, não acabassem.

é claro que há relacionamentos em que a ruptura é inevitável e na minha vida já tive várias em que o único resultado possível era mesmo um corte definitivo. felizmente que foram poucas as situações que chegaram a esse ponto, sempre desagradável para tod@s @s envolvid@s. mas este facto não quer dizer que tenhamos medo da ruptura.

se calhar concordo com a minha amiga... talvez possamos mesmo dizer que não gostamos da ruptura, mas por esta representar uma perda irremediável de alguém que se ama e não por nos andarmos a esconder da realidade.

mas esta postagem levantou outra questão relacionada com a capacidade de assumirmos compromissos... outra amiga e ex-companheira de muitos anos acha que o poliamor é uma forma de podermos escolher com quem nos apetece estar a dado momento, assim evitando os "maus momentos", estando somente quando "está tudo bem"...

discordo desta tese... não acordo de manhã a pensar "hum, deixa lá ver com quem me apetece estar hoje... a aa está com o período, a bb está chateada com o marido, a cc está tpm, então vou jantar com a dd que começou um trabalho novo e deve ser boa companhia..." ... estamos com as pessoas porque as amamos, porque gostamos delas, simplesmente porque sim...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Família procura casa (ou «O Esquema»)

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Conversa telefónica em Setembro deste ano:

— Bom dia. Estou a ligar por causa dum apartamento T7, referência […].
— Bom dia. Estou aqui a ver. O apartamento tem as seguintes características: oito assoalhadas, blá-blá-blá e cozinha com 15 m². É uma família?

Hesitação por uma fracção de segundo. Será que legalmente uma família intencional é uma família? Será que o termo “família” é uma figura jurídica?

— Sim, somos uma família.


Nada a fazer, o tom é detectado.

— Uma família, pai, mãe e filhos?
— Porque é que quer saber?
— Porque a proprietária só quer famílias. Teve uma má experiência com estudantes…
— Não somos estudantes.
— Mas são um grupo de pessoas? Primos?
— Somos uma família. Três homens, três mulheres.

Pausa mínima.

— Três casais?
— Não, três homens e três mulheres.

Pausa de constrangimento? Estranheza?

— Pois, mas é que a proprietária quer mesmo uma família… hã… tradicional. Da última vez, deixaram-lhe a casa em muito mau estado, eu própria vi.
— Deixe-me tentar adivinhar. A proprietária quer, naturalmente, que lhe cuidem bem da casa. Talvez seja relevante saber que nós não somos adolescentes, somos todos adultos, profissionais — já um pouco impaciente —, lavadinhos…
— Bem, vou falar com a proprietária e logo digo alguma coisa na segunda-feira.

… … … … …

Escusado será dizer que a vendedora nunca mais disse nada.

Alterámos a abordagem. Passámos a ser mais pão, pão, queijo, queijo. Nada que impedisse um outro proprietário de nos dizer, assim que soube a quantidade de adultos que éramos:


— Não me agrada nada este esquema…

… … … … …

Mudámo-nos anteontem. E está-me a agradar imenso este esquema.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ser e fazer

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Uma discussão recorrente nos meios poly ou LGBT (ou em qualquer outro em que esteja em jogo uma ou várias identidades e os membros tenham um modo de vida não normativo), é a questão de se é porque se é e pronto, ou se é porque se faz.

É homem quem nasceu com corpo de homem, ou que se afirma sentir-se como homem? Tem de tomar hormonas ou amputar o peito? Sim? Não? Who cares?
É lésbica a mulher celibatária que o afirma ser ou apenas a que na prática o demonstra visivelmente e omnivoramente?

Costuma haver então o tema recorrente da autodefinição, ou da definição pela prática. Ambas as correntes costumam gerar argumentos muito fortes e, em meios activistas, por diversas razães que hoje vou deixar de fora, há geralmente uma tendência para se levar bastante a sério a autodefinição.

De acordo com a postura de que se deve levar as pessoas a sério pela identidade por elas escolhidas (postura essa que por acaso também é a minha), é poly sim senhor quem diz ter dentro de si o potencial para viver em não-monogamia responsável, mesmo que não o ponha em prática. De momento ou sempre.

O ponto a que quero chegar, e que seria quase risível se não fosse bastante chato, é o caso da pessoa que viveu ou tentou viver poly, chateou toda a gente à volta com explicações, come outs, debateu-se com familiares, zangou-se com o patrão... e depois, quando acontece nunca ter conseguido pôr em prática a sua utopia poly ou por acaso há uma ou várias separações na família, não só toda a gente lhe diz "eu bem te disse" mas de repente uma pessoa passa pela "vergonha" de as pessoas nos enfiarem na categoria dos monogâmicos só porque o parecemos :-P

Bem, isto não é um problema, se pensarmos que um problema é não comer ou perder uma perna. Ou perder a tal relação longa mas que não foi longa o suficiente ou que acabou de modo doloroso. Mas é um tema recorrente nos grupos de ajuda poly, pois uma pessoa perde com isso um "sintoma" da sua identidade, e volta a "confundir-se" com aquilo para onde não quer voltar.

Por hoje é tudo.