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terça-feira, 23 de março de 2010

Pouco Portugal, muito português

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Por variadíssimas razões, algumas delas totalmente desconhecidas para mim, este blog tem sofrido uma desertificação sem que, ao menos desta vez, o clima ou o aquecimento global o justifiquem.

Entretanto, no Brasil, não bastava a activista Charô ter construído e manter o site Poliamor Brasil, ainda se pôs (foi ela?) a fazer um outro site intitulado simplesmente Poliamor e agora, desde esta semana, um agregador de todos os blogues em português sobre poliamor. Chama-se Parada Poli e os nossos últimos posts já lá estão.

Um oásis prometedor ou uma miragem para bloguistas moribundos?

segunda-feira, 1 de março de 2010

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O bloqueio de escrita continua por aqui, e ando outra vez com pouca vontade de falar de histórias pessoais. Mas felizmente a minha network de polyinteressadxs insiste em enviar-me toda uma série de recursos e links de coisas que eu posso achar interessante e alguns deles eu posso partilhar aqui. E é isso mesmo que eu vou fazer.

O poliamor chegou até ao insuspeito, mais ou menos imparcial, esporadicamente interessante mas lento Canal Arte. Recentemente fizeram uma série sobre "os amores dos europeus" e dedicaram especial atenção ao poliamor. Infelizmente para a maior parte de nós, lusofalantes, a versao francesa é um resumo e uma sombra da versão alemã da emissão. Ambas emissões contêm uma reportagem sobre uma família poly em Barcelona.

Deixo-vos aqui os links para as duas emissões.

Começando pela emissão francesa, que foi apenas um programa:

- À quoi ressemblent les amours des Européens modernes ?
Les sentiments des Espagnols polyamoureux sont si débordants qu'ils suffisent aisément à combler plusieurs partenaires (Aqui http://www.arte.tv/fr/recherche/3075936.html).

A emissão alemã, como já referido, bastante mais completa, dividiu-se na reportagem principal sobre "os amores dos europeus" (Aqui: http://php5.arte.tv/yourope/blog/category/verliebt-in-europa/) e uma peça/depoimento da jornalista Agnes Veenemans acerca do direito de se viver em poliamor (Aqui: http://php5.arte.tv/yourope/blog/2010/02/08/netzwerkreporterin-polyamorie/).

Obrigada por lerem.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

PUG?

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Vi hoje uma página de um webcomic que costumo ler (Questionable Content), que me fez lembrar da expressão LUG - Lesbian Until Graduation. Só que, neste caso, seria mais Poly Until Graduation, ou assim.

A personagem Tai queixa-se de não conseguir encontrar ninguém que esteja "virado para a monogamia" ou com quem queira "ser exclusiva". Tai tem um problema: identifica-se como poly, mas é uma coisa que não quer fazer "a vida toda".

Vai na volta, o problema dela é precisamente procurar uma identificação pública que, depois, não corresponde ao seu plano privado de vida. O que vale para qualquer coisa. Todos nós podemos experimentar, e todos nós podemos - devemos! - mudar de opiniões e comportamentos ao longo da vida. Mas devemos procurar, também, ser coerentes entre o que fazemos e dizemos, entre o que dizemos fazer e imaginamos. E aí, tanto um mono entre polys pode ter problemas, como um poly entre monos.


domingo, 31 de janeiro de 2010

Citações (3)…

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«No meu entender, depois da abstinência,
a monogamia é a perversão sexual
mais abjecta que eu conheço.»

Ricardo de Araújo Pereira,
no programa da TSF Governo Sombra
da última sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010, ao minuto 35'00

domingo, 27 de dezembro de 2009

My boyfriend's girlfriend isn't me

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Não há muitas músicas em que o tema seja explícita ou implicitamente o poliamor. Uma das mais claramente poliamorosas é de uma banda canadiana de rock a atirar para a comédia. A banda é pouco conhecida e chama-se Must Be Tuesday. A canção chama-se My Boyfrend's Girlfriend (Isn't Me)", ou simplesmente Boyfriend's Girlfriend e é possivelmente o maior sucesso deles.



There's lots of kinds of people in this world | and I'm, well, I'm not like other girls | How do I explain this properly? | My boyfriend's girlfriend isn't me

Well obviously one of them is | But there's another girl of his | And I know her and she knows me | and that would be great if it was just us three

But she has a guy who's even more pretty | and a long-distance thing in another city | He and his wife come by when they can | and they have a kid who calls me his aunt

Just when I thought it was all too crazy | I tried to draw our family tree | There's nothing wrong with extra love | But the paper wasn't big enough


Refrão:
Of all the ways I've ever dated | it's never been so complicated | The chain can extend to eternity | 'cause my boyfriend's girlfriend isn't me

We spent Christmas eve with my boyfriend's dad | Christmas day with my folks and the feast they had | New Years, he went to his girlfriend's city | I mean the one who isn't me

She brought him and her other guy | to her company picnic and I won't lie | I wasn't used to being alone | so I want someone new of my own

It isn't easy to find a fling | 'Cause when you hit on some tasty thing | They say "Aren't you with that guy?" | You say "Oh he doesn't mind.

Have you ever seen 'Big Love'? | Know what I mean, wink, wink, nudge, nudge…" | And they say "Oh, so you're a Mormon?" | "No! …I'll explain from the beginning…"


Refrão

When the partners get together, | the primaries and all the others, | we give the newbies a little primer | and we all get out our day timers

Calendars as far as the eye can see. | "When can I see you?" "When are you free?" | "Who gets me on my birthday?" and then | "Does anyone have an extra pen?"

The kids have the best celebration. | Gifts from three dozen odd relations. | There's Uncle Jackie's girlfriend, Mary, | Ed who is her secondary…

Ed's new boyfriend brought along | his ex, whose fling is going strong | with someone that I used to know | and just became my boyfriend's beau…


Refrão

A couch where four can snuggle up | Suddenly isn't big enough | And even so we don't give up. | There's no such thing as too much love.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Até na FHM…

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Hoje, a FHM publicou uma espécie de reportagem que incluía uma espécie de entrevista a um de nós, o Daniel, que aqui escreve às sextas. «Espécie de entrevista» porque as perguntas, de teor supostamente cómico, foram inseridas pelo meio do que o Daniel disse ao jornalista.

Embora o conteúdo do que o Daniel disse não seja mau e não tenha sido utilizado demasiado fora do contexto, como infelizmente já aconteceu noutras ocasiões, é possível que o tom destas quatro páginas (e muito em especial das legendas das fotos) dê para alguns leitores uma má imagem do que é o poliamor. Começa logo no início:
«[…] se quisermos — e acho que todos os homens querem — deixamos de ter uma só namorada e passamos a ter duas, três, […]»
Por outro lado, já surgiram opiniões positivas. Por exemplo, o Alex acha que o artigo é «uma conversa parva de esplanada, já na terceira sangria… ou seja, fácil, divertida, sem rodeios… […] Nada de senhores sérios e estupidamente chatos a falar sobre algum assunto importante e que merece muito respeito. Fiquei satisfeito com o que li».

Aqui vai o artigo todo:

domingo, 6 de dezembro de 2009

Boyfriend(s)

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Especialmente para os mais novos de entre os leitores deste blog, aqui vai uma curta-metragem feita há dois anos pelo americano Robert Anthony Hubbell. A ideia é simples: Kelly, uma rapariga de 16 anos, namora com Will. Apercebe-se de que gosta muito de um amigo comum, Brian, e descobre o conceito de poliamor, que transmite a ambos. O namorado, confrontado com esta ideia nova, tem de chegar às suas próprias conclusões…

domingo, 29 de novembro de 2009

«Amor só dura em liberdade» — "A maçã" de Raul Seixas

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Antes de se tornar um sucesso de vendas à escala planetária, o escritor Paulo Coelho fez parceria, como letrista, com um músico que é considerado o pai do rock brasileiro: Raul Seixas.



Goste-se ou não de qualquer deles, vale a pena conhecer a música "A maçã", editada em 1975/76 no álbum Novo Aeon.


Se esse amor | Ficar entre nós dois | Vai ser tão pobre amor | Vai se gastar…

Se eu te amo e tu me amas | Um amor a dois profana | O amor de todos os mortais | Porque quem gosta de maçã | Irá gostar de todas | Porque todas são iguais…

Se eu te amo e tu me amas | E outro vem quando tu chamas | Como poderei te condenar | Infinita tua beleza | Como podes ficar presa | Que nem santa num altar…

Quando eu te escolhi | Para morar junto de mim | Eu quis ser tua alma | Ter seu corpo, tudo enfim | Mas compreendi | Que além de dois existem mais…

Amor só dura em liberdade | O ciúme é só vaidade | Sofro, mas eu vou te libertar | O que é que eu quero | Se eu te privo | Do que eu mais venero | Que é a beleza de deitar…

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ePoly — encontros online

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Há muitos anos, inscrevi-me pela primeira vez num site de encontros. Já nem me lembro qual. Sei que mais tarde aquilo se transformou em Kiss.com e depois foi adquirido pela uDate. Nunca mais liguei àquilo, até porque tinha de se pagar. Mas tenho uma série de amigos e amigas que conheceram parceiros na Net. Algumas das relações duram há muitos anos, outras foram bons encontros ocasionais, outras ainda um flop, claro. Eu próprio conheci algumas pessoas assim, e só me lembro de boas experiências. Nunca me interessei por coisas mais "antigas", tipo ICQ, Hi5, Messenger ou Netlog, que me parecem à partida um desperdício de tempo, mas tenho exemplos de amigas e amigos que provam o contrário, pelo menos no caso delas e deles.

O Nerve Personals, parte da secção premium — isto é, paga — da excelente revista online Nerve (sobre amor, sexo e cultura) poderia ser muito eficaz se não fosse pago e houvesse mais membros em Portugal com foto (são menos de 100). E poderia ser eficaz porque parto do princípio que ter a Nerve como gosto comum é já um ponto de partida.

Muito mais recentemente — já este ano — inscrevi-me no OKCupid, largamente melhor do que todos os sites de encontros que tinha conhecido até agora, não só porque graficamente é muito interessante mas pelo próprio conceito muito Web 2.0. Os criadores do OKCupid eram estudantes de matemática de Harvard e o sistema que inventaram consiste em propor aos utilizadores que respondam a uma bateria de perguntas de resposta múltipla sobre temas variados, desde gostos e interesses a valores e comportamentos; e que digam como gostariam que o seu parceiro ideal respondesse, e quão importante isso é. Com base nisso, um algoritmo calcula o grau de compatibilidade entre cada par de pessoas, no formato (por exemplo) "92% Match, 88% Friend, 6% Enemy".

Agora que o PolyMatchmaker foi relançado, tratei logo de me inscrever, para testar a coisa. Como foi dito no post de domingo, ainda há menos de 20 membros em Portugal. E só 3 têm foto ainda (um deles sou eu)! Mas fiquei contente por verificar que, no próprio dia em que me inscrevi, fui contactado por duas pessoas, uma em Espanha e a outra nos Estados Unidos. Pelo menos como rede social pode funcionar. E, se o número de portugueses aumentar, quem sabe não virei a conhecer ali alguém que não esteja ainda nos meus círculos de amigos poliamoristas.

Uma coisa é certa: não será esta a panaceia universal que vai resolver o problema de quem anda à procura de gajas. Mas deixo aqui a dica — mal não faz certamente…

domingo, 22 de novembro de 2009

PolyMatchmaker — sítio de encontros poly

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Foi relançado esta semana, numa versão (muito?) melhorada, o PolyMatchmaker, sítio de encontros (online dating service) destinado especificamente a pessoas com interesse no poliamor.

É um dos provavelmente muito poucos sites deste tipo que prevê a possibilidade de escrever no perfil alguma coisa que não exclusivamente «homem» ou «mulher», que não apenas «hetero» ou «homo» (ou «bi», que apesar de tudo ainda há alguns sites a permiti-lo), que não só «casado», «solteiro», «divorciado» e «numa relação». Tudo isto em inglês, que o site é internacional e não tem, pelo menos por enquanto, versões traduzidas.

Além de site de encontros, o PolyMatchmaker (que nasceu em 2000) pretende, nesta versão 3.5, ser uma comunidade Web para os interessados no poliamor, para o que oferece um glossário, artigos e links, disponíveis tanto para membros como para não-membros.

Mesmo não pagando a quota que dá direito a ser um Premium Member, é possível ter acesso a bastantes funcionalidades, incluindo as mais básicas de um site deste tipo (pesquisa de pessoas por região, idade, etc; possibilidade de as contactar; preenchimento de um perfil tão completo quanto se quiser; etc.).

Neste momento, uns dias apenas após o relançamento, há só 16 membros em Portugal. Nos Estados Unidos, onde o site está sediado, e Canadá, há agora mais de 7500 membros. Para saber se um site assim poderá funcionar de facto como potenciador de encontros entre poliamoristas portugueses, é preciso criar massa crítica: só com um número razoável de inscritos poderá eventualmente o PolyMatchmaker — e os membros, claro — atingir os seus objectivos em Portugal.

sábado, 21 de novembro de 2009

Sábados em branco

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Aos sábados, este blog tem contado com a participação de muita gente amiga mas mesmo assim os convidados não têm chegado para as semanas.
Por isso, se alguém achar que tem uma história interessante para contar, ou uma opinião para dar, estamos à espera!


Aos Sábados este espaço está aberto a contribuições não só dos nossos convidados mas também de quem quiser escrever.

Envie o seu texto (entre 50 e 500 palavras) sobre poliamor para polyportugal@gmail.com.


Aceita-se propostas de bloggers com ou sem experiência poliamorosa.

domingo, 15 de novembro de 2009

Amores múltiplos no JN

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Há pouco mais de um ano, a 19 de Outubro de 2008, o Jornal de Notícias publicou uma "Reportagem de Domingo" sobre poliamor, assinada pela jornalista Helena Norte.
Graças à chamada de capa, o público não se limitou aos leitores do JN, por ter sido visto, e comentado, nas revistas de imprensa das televisões.
Uma tal exposição resultou num grande número de contactos por parte de pessoas que não conheciam o conceito e se mostraram interessadas, bem como em novas adesões ao grupo.
Vale a pena ler o artigo na totalidade:

sábado, 14 de novembro de 2009

Sábados em branco

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Aos sábados, este blog tem contado com a participação de muita gente amiga mas mesmo assim os convidados não têm chegado para as semanas.
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sábado, 7 de novembro de 2009

A minha vida dava um post

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Aos sábados, este blog tem contado com a participação de muita gente amiga mas mesmo assim os convidados não têm chegado para as semanas.
Por isso, se alguém achar que tem uma história interessante para contar, ou uma opinião para dar, estamos à espera!


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domingo, 1 de novembro de 2009

Slogans

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Alguns slogans internacionais:

«Um coração, muitos amores»
— jogo de palavras sobre a expressão coloquial
One heart, many lives («Um coração, muitas vidas») —

«Partilha o amor»

«Amor partilhado é amor multiplicado»

«O amor multiplica-se»

«O amor é infinito»

«Plural não possessivo»
— jogo de palavras sobre a confusão que muitos falantes de inglês fazem entre o s final das palavras para denotar o plural e o 's ("clítico possessivo" ou "genitivo saxónico"), que denota possessão

«Adoro a minha esposiaria»
— jogo de palavras sobre um plural fictício de spouse («esposo»),
que seria a mesma palavra que significa «especiaria» —

domingo, 25 de outubro de 2009

Introdução ao Poliamor (III)

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A quantidade de informação disponível na Internet é já mais de 500 exabites (500 mil milhões de gigabites). As empresas que gerem motores de busca (Google, Microsoft, Yahoo, etc) têm vindo a indexar todos estes dados, de modo a facilitar qualquer pesquisa de conteúdos na Web. No entanto, o acesso à informação fidedigna nem sempre é fácil, pelo que a Google criou há dois anos um novo projecto chamado Knol (abreviatura de knowledge, «conhecimento»), onde os artigos são escritos por fontes supostamente credíveis. Ao contrário dessa extraordinária enciclopédia colectiva chamada Wikipédia, o Knol é assim uma espécie de enciclopédia online mais clássica.

Há pouco mais de um ano, um geek interessado no universo do poliamor (mas que aparentemente não é poly), chamado James O'Neill, publicou o knol Polyamory. Tem incorrecções de linguagem (ou, para ser menos politicamente correcto, não está lá muito bem escrito) mas cita muitíssimas fontes e, do ponto de vista do conteúdo, não parece ter grandes problemas.

Já aqui publicámos uma tradução do início das FAQ de Franklin Veaux e outra das FAQ do Loving More. Aqui fica agora um excerto deste knol, traduzido também para português:

O mantra poly
Desde os anos 80, e mais ainda desde os anos 90, a comunidade poly cresceu muitíssimo e tem vindo a partilhar, ao vivo e online, muitas lições aprendidas arduamente por tentativa e erro.
A experiência mostrou que, para perceber o que se passa com as emoções e pensamentos de cada um, é necessário criar o hábito de comunicar com abertura e honestidade; e que, na ausência dessa comunicação num grupo poly, é praticamente garantido que surgirão problemas. Comunicar o mais cedo possível os pensamentos e emoções (tanto positivos como negativos) previne ressentimentos e situações difíceis, ou força-os a serem postos sobre a mesa. Os parceiros não conseguem «ler a mente dos outros» e não têm «obrigação de perceber ou saber»; estes ideais fantasiados são rapidamente postos de lado pelas pessoas poly bem sucedidas. Quando surge um problema, há que ser aberto, honesto, calmo e compreensivo — e tudo poderá assim resolver-se por si. Algumas pessoas e grupos poly têm «reuniões de família» regulares a fim de promover o desanuviamento de problemas ainda em embrião. Quando não se consegue resolver problemas sérios, é possível procurar a ajuda de um conselheiro habituado a lidar com pessoas poly. Os livros Radical Honesty [sem tradução para português], Os Homens são de Marte, as Mulheres de Vénus e Nonviolent Communication [também sem tradução] podem contribuir com ferramentas para uma comunicação eficaz.

sábado, 24 de outubro de 2009

Procura-se bloggers para relações sérias

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O DILEMA DO BLOGGER
Postar ou não postar, eis a questão.


Tenho menos de quatro meses, sou um blog descontraído e open minded, gosto de me divertir mas também de conversas sérias e estou aberto a novas experiências. Tenho muito para dar mas também quero receber.


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domingo, 18 de outubro de 2009

Introdução ao Poliamor (II)

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«Isto é preciso, mesmo para quem não está a pensar ir para a universidade?»

Loving More é o nome de uma organização americana que promove conferências e várias actividades relacionadas com não-monogamia responsável. É uma das mais importantes fontes de apoio, informação e difusão do poliamor nos EUA (senão mesmo a nº 1, como afirmam). Os principais meios de divulgação da Loving More são uma revista com o mesmo nome e o site lovemore.com.

Já aqui publicámos uma tradução do início das FAQ de Franklin Veaux. Está na altura de fazer o mesmo com as FAQ do Loving More (saltando desta vez a primeira pergunta, «O que é o poliamor?»):

Qual é a ideia do poliamor? Sexo com uma data de gente?
Não exactamente. A ideia é haver amor, romance, intimidade e afecto com mais do que uma pessoa, abertamente e eticamente, com o acordo de todos os envolvidos. O poliamor tem a ver com sexo na mesma proporção em que uma relação amorosa qualquer tem a ver com sexo. Para alguns, o sexo é um ponto importante das relações. Para outros, o mais importante é uma ligação romântica e emocional ou espiritual. O termo «poliamoroso» quer dizer, de facto, que tudo gira em torno de relações amorosas.

Poliamor é uma palavra cara para traição?
Não. Traição implica deslealdade e violação de um acordo. O poliamor não se baseia no segredo mas sim na abertura, na comunicação, em agir com respeito e integridade, e na partilha do amor.
A maior parte das pessoas poly concorda em definir fronteiras com os seus parceiros — coisas que podem e não podem fazer — e em comunicar honestamente sobre aqueles e aquelas com quem estão envolvidas. Trata-se de honestidade, confiança e respeito.
Quando alguém trai um parceiro numa relação poliamorosa — o que às vezes acontece —, isso implica o mesmo tipo de violações de confiança e de contrato que podem surgir numa relação monogâmica, e as mesmas horríveis consequências.

Qual é a diferença entre poliamor e swinging?
O poliamor gira em torno de relações amorosas, com ênfase na ligação e na construção da relação. O swinging tem mais a ver com sexo como forma de diversão; envolve frequentemente um casal ir a um clube de swing ou a uma festa de swing com o objectivo de se envolverem com terceiros especificamente para relações sexuais.
Alguns swingers, no entanto, acabam por formar relações duradouras com outro casal com quem «swingam», da mesma forma que algumas pessoas poliamorosas gostam de ter sexo ocasional em festas de swing. As culturas poly e swing tendem a ser muito diferentes (e cada uma delas tem os seus próprios estereótipos em relação à outra) mas de facto há uma continuidade no espectro entre uma e outra, e muita gente situa-se alegremente algures pelo meio.

sábado, 17 de outubro de 2009

Procura-se bloggers para relações sérias

Publicado por 
O DILEMA DO BLOGGER
Postar ou não postar, eis a questão.


Tenho menos de quatro meses, sou um blog descontraído e open minded, gosto de me divertir mas também de conversas sérias e estou aberto a novas experiências. Tenho muito para dar mas também quero receber.


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domingo, 11 de outubro de 2009

Poliamor na Prova Oral

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Em Julho de 2007, a convite da Antena 3, Alex, Jorge e Lara participaram no programa Prova Oral, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.
Nesse dia, em directo para o país inteiro durante uma hora, o Poliamor teve talvez um dos momentos de maior projecção em Portugal.
No blog da Prova Oral o número de comentários cresceu rapidamente e meses depois ainda se recebiam contactos de pessoas que tinham ouvido o programa.
Aqui fica a gravação: