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domingo, 13 de setembro de 2009

Meet the Polyamorists

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Foi publicado hoje, no jornal britânico The Independent um artigo sobre poliamor. Embora foque mais a realidade do Reino Unido e de Espanha, apresenta várias questões de fundo.
É um artigo cuidado, bem escrito e plural. Vale a pena o esforço de ler as cinco páginas.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Encontro no fim do Mundo: os Moso

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Um documentário a ver, se possível: "Encontro no fim do Mundo, o povo Moso" (Eric Blavier, Thomas Lavarechy).

Na verdade não vi o documentário. Ouvi os comentários em segunda mão e desencadeei uma busca na net. Não vou escrever tudo aqui para vos deixar o prazer da descoberta e da investigação.

Os Moso são um povo que vive na China, junto ao Tibete, nas margens do lago Lughu. São 30.000 pessoas que tem visto as suas tradições bastante antigas mais ou menos preservadas.

Em poucas palavras, a sociedade Moso é matriarcal. As mulheres têm o papel predominante na sociedade e querem, podem e executam todas as tarefas. O poder e a influência passam da mãe para a filha que ela considera mais inteligente.

A mulher ao chegar à idade adulta adquire o direito de escolher amantes que recebe em casa dentro de um esquema que preserva a discrição mas que não tem nada de clandestino. As crianças que nascem destes enlaces são criadas dentro da família, às quais o pai biológico não pertence. Pares que se amam encontram-se discretamente mas em liberdade e sem compromisso. Por outras palavras, não usam do conceito de monogamia.

Não existe palavra para marido nem para pai, o que não quer dizer que os homens não participem da educação das crianças ou da sociedade em geral. Simplesmente desaparece completamente a ideia do pai biológico com direitos sobre a prole e a ideia de patriarca. Adicionalmente, parece não haver crime nesta sociedade, que não é tão pequena como isso. Ainda menos há crime passional. O ciúme é considerado uma doença infantil, que aparece muito pouco e, que ao contrário de entre nós, ocidentais, quando aparece não é encorajada.

O que vos mostro aqui não é o modelo que eu quero seguir, ou a sociedade utópica dos meus sonhos. É apenas mais um modelo dissidente daquele em que crescemos e nos habituamos a pensar que é o único possível. Quero apenas mostrar que em termos de relações, se não tentamos seguir o modelo monogâmico e patriarcal ocidental em que crescemos, há provavelmente tantas soluções como pessoas. Este é apenas um dos modelos possíveis. Não é o que eu escolheria, embora me pareça melhor do que é mainstream entre nós.
  • Link para um artigo que comenta o documentário.
  • Link para o resumo do romance "Leaving Mother Lake": para quem não quer seguir a documentação mais sociológica, está aqui um romance à volta de uma jovem Moso que deixa a sua vila para seguir uma carreira como cantora e se confronta com a cultura chinesa.
E finalmente um artigo cientifico sobre adopção e casais convencionais à luz da sociologia dos Moso.

(Escrito originalmente em 2005 este post foi uma sugestão da K., minha namorada na altura, que não se identificando como poly, quis que eu continuasse a assim viver, e me incentivou a começar projectos poly-activistas)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

My Little Pony

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Escrevo isto no dia em que fui pela última vez ao encontro (stammtich) bimensal poly de Munique, encontro esse que co-fundei. Por estar a mudar de cidade, tenho de deixar para trás algumas actividades poly-activistas, porque não posso estar presente ou porque simplesmente faz mais sentido passar o testemunho a outras. Passei a pasta numas coisas, noutras nem por isso.

Surge agora o tempo de fazer alguns balanços, "o que fiz bem", "o que fiz mal", "se deveria fazer antes assim", "faz sentido tentar isto em Portugal", "ou não", "porquê?"... No geral, e para não vos maçar muito, estou contente. Acho que não fiz muito, fiz até muito pouco, "demasiado pouco" mas, o que fiz, fiz numa altura em que não havia muito mais gente a fazer, juntei forças com outros que também queriam fazer coisas, e cativei pessoas para acreditarem nesse mesmo fazer. O que me propus fazer, fiz acontecer.

Mudo-me agora para uma cidade onde é tão normal ser poly nos meios em que me movo (cena queer) que os encontros regulares que por lá há são bastante pouco frequentados. (repito, cena queer, os encontros poly "mistos" continuam autênticas festas de solteiros profissionais). Fala-se de poly e as pessoas bocejam de tédio. Na verdade, quase toda a gente que conheço em Berlim é poly ou já foi. Vai-me saber bem ir como "cliente", e não como organizadora. Tenho planos e ideias, mas acho que vou estar quietinha, pés em cima da mesa, por uns tempos.

Hoje foi um dia de despedida, em que todos os membros do nosso encontro bimensal se esforçaram para me irem abraçar e desejar boa sorte, e planear qual o melhor futuro para aqueles encontros e sua organização.

Lembrei-me por isso de outra despedida, outra conclusão, outra separação. Em 2008 tive o privilégio de ajudar humilde e atrapalhadamente a organizar o segundo poly camp para mulheres e transgénero com a Gwendo, minha inspiradora, exemplo e companheira de conspiração. Foi um processo bonito mas em que nos metemos em grandes alhadas, que a custo conseguimos resolver. Sofremos um bocado com o quiosque, na nossa inocência e falta de experiência. No fim suspirámos de alivio ao ver o slutcamp (aka Schlampenau) ficar de pé, com as suas 20-30 galdérias em alegre e desenvergonhada partilha vadia, sem ninguém passar fome, sem faltar combustível, sem nada correr mal. Na semana a seguir, a Gwendo resolveu visitar-me e dizer-me "depois do que tens trabalhado pelo poly na Alemanha, é a minha vez de contribuir para a tua alegria, e para o poly em Portugal". Sorriu, e deu-me o livro cuja imagem podem ver.

Nunca o abri, como devem calcular, mas foi dos presentes mais bonitos que recebi.

(Reminder to self: deixar-me de, ao blogar, contar histórias poly, e começar a falar dos meus mentores, como a Gwendo, que também os houve, e com grande importância)

Para aqueles que se sentem defraudados com o tom pessoal e lamechas deste post, e não querem saber de séries de TV de culto com póneis e tal, deixo então um apanhado de referências "estrangeiras" ao poly em Portugal. Trabalho do Alan, do blog "poly in the media". Links: 1 2 3

domingo, 23 de agosto de 2009

Citações (1)...

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«Hard work and monogamy are highly overrated.»

(O trabalho duro e a monogamia são muito sobrestimados.)

atrib. a Oscar Wilde (1854-1900)

sábado, 22 de agosto de 2009

Juntatudoísmo

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Acabadinha de participar numa conferência mundial lgbt de direitos humanos, enquanto voluntária (porque os direitos humanos esqueceram-se de incluir o "direito à participação em conferências de direitos humanos para todos, independentemente da situação financeira", facto que, aliás, deu direito a tarde DIY meio-separatista de resposta).
Grandes discussões e representações, embora, se até os bissexuais estiveram muito pouco representados, o poly ainda menos. Mas em jeito de discussão, valeu a pena lembrar que poly e bi não são bem a mesma coisa. Que são eixos diferentes. Um na não limitação do género, e outro na não limitação do número.
Mas houve quem insistisse - "não se pode ser bi, sem se ser poly". Mas pode, bem pode. O que não se pode é andar a lutar por direitos tão de base, quando uma das grandes guerras ainda é a interna.
O bi desafia a dicotomia da monossexualidade, e por isso, não é muito bem-vindo nos movimentos lgbt. A não ser quando tem uma representação forte, como no BiCon em Inglaterra, e o próprio movimento bi é o inclusivo, abraçando todos quantos são bi-friendly, e daí, também, à escolha, kinky, fetichistas, BDSMs, ou polys. Fora daí, não é de surpreender que os bis estejam também mais representados no poly, por este ser um movimento mais inclusivo.
Muitas guerras se têm feito à custa de diferenças e de marcar essas diferenças - with us or against us - mas haverá de certo formas de fazer direitos humanos, como o meu amigo brasileiro chama a estas ideias de juntar quem se gosta, de comer e ficar com o bolo (na barriga), haverá decerto formas de luta que sejam mais no estilo do "juntatudoísmo".
Di Ponti

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

só... estar só

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é engraçado que nas duas postagens desta semana se fale, na primeira directamente e na segunda indirectamente, sobre o estado de estar só e a solidão.

a antidote é muito clara... é socialmente "perigoso" estar-se sozinho: isto é, sem outra(s) pessoas que se veja(m) integradas numa, ou várias relações. os julgamentos nunca tardam e raramente são simpáticos. o simples facto de querermos estar sós, ou vivermos sozinhos, é visto como um defeito e nunca como uma opção de vida.

parece que estar só é sinónimo de solidão.

na segunda postagem, onde o shortokapi evoca os 40 anos de woodstock, o tema do festival era, aparentemente, paz, amor, sexo, drogas, rock & roll... mas acima de tudo era o amor livre (free love) que pairava. era a geração do vale tudo no que concerne ao amor.

mas foi mesmo este tema que os músicos evocaram durante aqueles três loucos dias e noites?

se pensarmos em temas como "with a little help from my friends", "me and bobby mcgee", "try" ou a balada de amor "samba pa ti", percebemos que, apesar de se estar na geração do amor livre, a evocação é do amor romântico, heteronormativo e monogâmico. se juntarmos à música os comentários que muitos dos artistas faziam entre canções, facilmente se entende que estavam assolados pela solidão e que a solução para a sua felicidade era ter alguém... leia-se um grande amor. assim seriam felizes!

aprofundando um pouco as vidas destes artistas, aparece na generalidade dos casos o uso descontrolado de substâncias alteradoras do seu estado emocional, que em alguns casos levou à sua morte prematura: janis joplin ou jimi hendrix... outros andaram anos no desespero do uso e só décadas mais tarde encontraram a paz da recuperação: joe cocker, pete townsend ou neil young estarão agora felizes?

o medo da solidão adicionado à pressão social e estigmatizante de "ficar só" pode ser devastador para alguns.

será que volvidos 40 anos conseguimos alterar este preconceito e libertarmo-nos para poder viver conforme nos sentimos felizes?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Woodstock já chegou aos 40

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Fez esta madrugada 40 anos sobre a última actuação do Festival de Woodstock, Hey Joe, de Jimi Hendrix. O festival estava calendarizado para terminar no domingo, 17 de Agosto, mas as 500 mil pessoas que encheram os campos de luzerna da quinta de Max Yasgur obrigaram a festa a prolongar-se pelo dia seguinte adentro. Bem, em rigor, uma tempestade durante a tarde contribuiu também para as várias horas de atraso.

Os Estados Unidos estavam numa guerra idiota com o Vietname e o tema principal do festival era a paz. No entanto, a quantidade de hippies que afluíram ao local acabou por juntar o amor à paz, e Woodstock tornou-se num dos mais importantes passos na difusão para o mundo inteiro do conceito de peace and love.

Eu só tinha sete anos mas a minha irmã já era mais crescidinha e passado pouco tempo já estávamos a ouvir T. Rex, Suzi Quatro e outras revoluções musicais do género. Além de Beatles, claro. Mas as ideias poliamorosas só me surgiriam seis ou sete anos mais tarde.

Agora estou com curiosidade, muita curiosidade, de ver o filme do argumentista James Schamus e do realizador Ang Lee Taking Woodstock, que se estreou no Festival de Cannes e chega a Portugal já daqui a duas semanas. Aqui fica o trailer oficial, em inglês:

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Modelos - I

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Um dos posts da semana passada fez-me pensar (junto com os comentários a ele) sobre um outro caso talvez bastante mais acessível às referências culturais de mais pessoas: 'Tilda' Swinton.

Em virtude da sua nomeação para os Óscares, fez-se acompanhar na cerimónia de um jovem que não é o pai dos seus rebentos. Obviamente, a imprensa na altura não pôde deixar de reparar no facto - e muitos poly-activistas também não, ao que parece. Mas olhe-se para a reacção de Swinton, numa entrevista ao The Independent britânico:

In fact, while Googling her, I found Swinton's name on several 'polyamory' websites, hailed as an inspiring example for the multi-partner lifestyle. Swinton takes this information with wryly exaggerated scepticism. "[its]Rrrrright[its].... Well, that's good. I'm sure there are red-headed websites that are claiming me, and people above a certain height. It's all fine," she sighs, cheerfully, "I'm friend not foe. One man's polyamory - is that the word? - is another man's being really, really good friends with the co-parent of one's children while we're both in other relationships. I don't think that's so strange. But maybe it is - and that would be really sad."

Parece que Swinton foge propositadamente à referência, aparentando não conhecer a palavra, numa tentativa de não se filiar necessariamente com algo que - possivelmente - não conhece realmente. Por outro lado, a expressão que ela usa - "claiming me" - e que se aplica tanto às notícias sobre poliamor como sobre pessoas altas, deve fazer-nos reflectir sobre um duplo problema.
  1. Qual é a lógica presente por detrás da referência a figuras conhecidas, famosas, para demonstrar a ideia de poliamor, e que outros efeitos pode isso ter?
  2. Qual é o significado de nos afirmarmos poliamorosos - ou de fugirmos a isso - no contexto da criação de identidades, tanto nossas como alheias?

Entre a lista de famosos corriqueiramente chamados a testemunhar silenciosamente está Simone de Beauvoir, com Sartre - aliás, é possível ver isso nos comentários do post que me levou a escrever este. Dessas pessoas, que de resto já estão mortas, conhecemos bastantes detalhes da vida privada, que nos fazem tomar conclusões sobre ela, conclusões que pelos próprios já não podem ser refutadas. Mas Swinton fala apenas em "ser uma grande, grande amiga" do pai dos seus filhos, enquanto que ambos têm outras relações.

Encaixa-se isto dentro do que se poderia chamar um modelo estritamente poliamoroso? Ou seja: um modelo verdadeiramente monógamo, ou de monogamia em série, iria precludir esta prática? De resto, estaria Swinton a ser eufemística ao falar com o jornal, de forma a não alimentar ainda mais boatos e rumores? Eu diria que estas perguntas, e as suas respostas, pouco interessam. Desde que é feito um determinado movimento de apropriação ("claiming"), está-se a impor uma grelha e lógica de leitura e análise que não sabemos se encontra ou alguma vez encontraria eco no alvo dessa apropriação. Não é isto suficiente para despertar o cepticismo de 'Tilda'?

Continua...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

how do YOU do it?

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how do you do it?
boa pergunta! como é que tu fazes? ou como é que eu faço?

é claro que cada um@ de nós terá a sua resposta a esta questão. no nosso grupo temos discutido várias vezes o tema e pelos vistos esta burning question vai muito além do nosso grupo. tão além que no próximo dia 26 de setembro vai realizar-se o 4º polyday de londres, onde se irá procurar respostas a precisamente esta questão.
como nos dizem os organizador@s do polyday, há tantas maneiras de participar em relacionamentos, que lhes parece redutor usar termos como relacionamento aberto, poliamoroso, swinger ou outro.








no polyday do ano passado participaram mais de 300 pessoas... sendo que @s organizador@s contam que esse número seja superior este ano.

durante um dia haverá muita discussão em workshops para todos os gostos e, à boa maneira inglesa, depois da discussão uma boa festa!



ah.. o preço da participação é de £10.00 ou £5.00 para desempregad@s e o sitio na net é http://www.polyday.org.uk

quarta-feira, 22 de julho de 2009

bónito, bónito...

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cameron & jude... ........................ou cameron & leo...













ou jude & cameron & leo...










ou leo & jude & cameron, ou leo & jude... & cameron...

no jornal metro de hoje vem uma notícia dos lados de hollywood, onde se especula sobre a hipótese de haver um "bizarro" triângulo amoroso entre a cameron diaz, jude law e leo di caprio. aparentemente foram "apanhados" em londres, onde estão os três e a boa da cameron foi vista a entrar para a casa de um e a andar na rua com o outro!

ficamos sem saber se neste "bizarro" triângulo namoram os três, se se relacionam num v, ou outra qualquer combinação.

mas em boa verdade, para nós pouco interessa o formato. para nós é importante que estejam felizes.

como dizem no norte... bónito, bónito...

seria se se declarassem poliamorosos!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O que é que eles sabem do poliamor...

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Tradução: - Vocês não acham que quando o PP se manifesta pelo regresso da família tradicional se está a manifestar, no fundo, um pouco contra nós?
- Bah! Não ligues! Que é que eles sabem do poliamor, Pepito!

Da esquerda para a direita: José Rodríguez Zapatero (PSOE), José Montilla (PSC) e Carod Rovira (ERC)

No outro dia encontrei este cartoon, publicado no Público (sim os espanhóis também têm o seu) de 27.12.2007.
Quem se interesse por política poderá entender a piada sabendo que as personagens são os presidentes de três partidos espanhóis, dois dos quais participaram numa coligação de fundo algo duvidoso na Catalunha. Mas o que me chamou a atenção foi este fenómeno de reconhecimento do poliamor, ao ponto de fazer parte do humor nacional. Para tal, o autor terá assumido que a palavra e o seu significado seriam do domínio comum.
Isto faz-me recordar uma conversa que tive, escassos três anos antes da publicação deste cartoon, sentada por entre as fontes do Martim Moniz, com um amarado* espanhol. Dizia-me ele o que muita gente me dizia nessa altura. Que a ideia de poliamor é fascinante, é seguramente o que todos procuram (depois vai-se a ver e nem por isso; é preciso cuidado com o que se deseja), mas que será praticamente impossível encontrar mais pessoas que pensem assim.
- Talvez não, talvez seja só uma questão de procurar.
- Não, em Espanha não se encontra, que eu bem sei.
Nesse ano tinha, por mero acaso, sido a primeira a juntar-me ao grupo Poliamor de Espanha, equivalente ao nosso Poly Portugal, surgido 4 meses antes, e que por altura dessa conversa devia ter meia dúzia de membros. Hoje conta com quase 600, espalhados por todo o país. É uma questão de procurar....
Em Portugal o fenómeno teve uma evolução idêntica (mais de 100 membros, o que é quase proporcional), e além de encontrar pessoas que pensem como nós (que felizmente se vão encontrando), alegra-me pensar que cada vez mais pessoas conhecem o conceito, sabem que existe, e onde procurar-nos.

*amarado = palavra composta pelas palavras amigo, amante e namorado; em português, particípio passado do verbo amarar (poisar no mar; v. intr: fazer-se ao mar largo).
À falta de palavras que descrevam as possibilidades das relações humanas, reutilizam-se, moldam-se ou aglutinam-se outras já existentes. Gosto particularmente desta imagem de estar poisado no meio do mar alto, sem referências nem limites.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dois campos de férias poly

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Na Europa vai havendo actividades e gatherings poly. A "yours trully" organiza, além de encontros poly regulares na cidade onde arrasta a sua galderice, um summercamp poly para mulheres e trans (ver: http://www.blogger.com/www.diepolytanten.de.tc, 8-15 Agosto no Maulkuppe, perto de Fulda). Hoje vai falar-vos desse campo e do evento aberto para todos...

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O summercamp internacional poly (aberto a todos) vai ser de 13 a 19 de Julho, em Groß Köris (perto de Berlim, à beira de um lago), e é um evento auto-organizado, ou seja, workshops e palestras serão organizados à medida que as pessoas chegarem e outras mostrarem interesse (ou não). Esperam-se cerca de 150 pessoas, e 50 estão inscritas. Os custos rondarão os 100€ para a semana toda (incluindo camping, e uso das instalações). Para quem não gosta de acampar, há a possibilidade de ficar em pequenos apartamentos a 200€ por pessoa.

Embora eu não esteja envolvida na organização deste evento em especial, se alguém tiver duvidas ou dificuldades em obter informação necessária, principalmente pessoas que queiram vir de Portugal, pode entrar em contacto comigo (ver mail no rodapé deste blog), terei prazer em ajudar.

Mais detalhes e contacto:
http://planetpoly.org/camp

(Post original: http://laundrylst.blogspot.com/2009/05/international-polycamp-near-berlin.html )

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Entretanto, a "yours trully" agradece a divulgação a um evento que está a co-organizar.

Trata-se da 3a edição do "*Férias em Vale de Galdérias* (Ferien in Schlampenau)" (8-15 Agosto no Maulkuppe, perto de Fulda), um campo de férias de orientação feminista para pessoas poly, mais precisamente para senhoras de todos os géneros (*)

Todas as tias solteiras, lambisgóia, galdérias, polys de alto e baixo coturno, ou simplesmente todas aquelas que se interessam por relações que não têm a monogamia como a primeira prioridade são bem vindas, e é a pensar em *vocês* que o campo de férias foi organizado.

Temos a oferecer a possibilidade óbvia de passar férias num ambiente em que não se tem de explicar durante horas a fio como se vive, ou seja, quase "entre iguais", algumas workshops, e um ambiente idílico. A parte do flirt fica à responsabilidade das participantes, não é da responsabilidade da organização.

Os workshops são maioritariamente em alemão, mas com possibilidade de tradução informal. Notem que isto é por vossa conta e risco, e que a organização não assume responsabilidade pela existência ou qualidade da tradução. A maior parte das participantes fala inglês e gosta de ajudar.

(*) Este campo de férias é um evento para mulheres pensado no contexto da divulgação da cultura feminista. Pessoas transgéneros que se sentem parte desta cultura, são bem vind@s.

Informação e inscrições: http://www.diepolytanten.de.tc