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quarta-feira, 29 de julho de 2009

how do YOU do it?

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how do you do it?
boa pergunta! como é que tu fazes? ou como é que eu faço?

é claro que cada um@ de nós terá a sua resposta a esta questão. no nosso grupo temos discutido várias vezes o tema e pelos vistos esta burning question vai muito além do nosso grupo. tão além que no próximo dia 26 de setembro vai realizar-se o 4º polyday de londres, onde se irá procurar respostas a precisamente esta questão.
como nos dizem os organizador@s do polyday, há tantas maneiras de participar em relacionamentos, que lhes parece redutor usar termos como relacionamento aberto, poliamoroso, swinger ou outro.








no polyday do ano passado participaram mais de 300 pessoas... sendo que @s organizador@s contam que esse número seja superior este ano.

durante um dia haverá muita discussão em workshops para todos os gostos e, à boa maneira inglesa, depois da discussão uma boa festa!



ah.. o preço da participação é de £10.00 ou £5.00 para desempregad@s e o sitio na net é http://www.polyday.org.uk

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O porquê dos encontros poly (mais detalhado)

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A propósito da divulgação que fiz dos summercamps poly (ultimo post) e de alguns terem visto na minha apresentação worshops e apresentações que tenho feito, tem surgido muito a pergunta "para que servem estes encontros poly?".

(Por vezes aparece também a pergunta, acompanhada de uma careta canalha: "é para andar na galderice descarada uns com os outros, não, é? com o respectivo riso alarve, q.b."). Hoje vou responder com mais cuidado a esta pergunta.

Estes encontros têem várias vertentes:
* Auto-ajuda (self-support)
* discussão, aprendizagem
* empowerment
* visibilidade, intervenção politica, interior
* visibilidade, intervenção politica, exterior

* O self support (Auto ajuda) tem a ver com algo que a Lara já comentou. Quem vive ou quer viver poly, não quer passar 3 horas a explicar às pessoas que acabou de conhecer como vive, muitas vezes numa tentativa de não ser insultada ou mal interpretada. Se calhar quer até simplesmente ser levada a sério. Por outro lado, tal como já foi dito, não há uma maneira única de viver poly, e mesmo falar de "tipos" ou "arquétipos" pode ser perigoso e reducionista. Uns vivem em relações em triângulo, outros têem uma rede de amigos-mais-que-amigos, outros tem estruturas mais rígidas com primários secundários etc. outros vivem isto tudo ao mesmo tempo ou em série. Mas como denominador comum, as pessoas que vivem ou querem viver poly enfrentam o mesmo tipo de problemas: por um lado, problemas em viver, com mais ou menos confronto, dentro da sociedade mononormativa, e problemas em se legitimarem dentro dela. Por outro lado, gerir relações não monogamicas nem sempre é simples, tem a dificuldade adicional de não haver scripts pré definidos (Ao contrário das relações tradicionais, com papeis e reacções-tipo atribuídos há milénios). Para mim, em particular, já é uma grande ajuda estar no meio de pessoas que estão no mesmo barco que eu, mesmo que não fale com elas da minha vida.

* discussão, aprendizagem
é uma consequência directa do anterior. Nestes encontros aprendem-se receitas ou truques, culinários ou não, para resolver problemas da vida poly mais ou menos galdéria. Alguns encontros regulares, e definitivamente os summercamps, contam na sua agenda com workshops sobre temas explicitamente poly, ou que não são poly mas abordados duma perspectiva poly. Exemplos são gestão de conflitos, gestão de ciumes, gestão de tempo, gestão de higiene sexual, como escrever uma procuração ou um testamento enquadrando vários "conjuges", etc. Outras vezes pode-se encontrar sessões de perguntas e respostas (ou simples divulgação) de tantra, bdsm, temas sex positive em geral (incluindo grupos de suporte para assexualidade, que como veremos um dia destes, é um tema que cai muito no scope poly. Há uma grande assiduidade de assexuais em grupos poly).

* Empowerment é o passar férias (summercamp) ou umas horas (Encontros) a bebericar cerveja com pessoas que partilham comigo (e eu com eles) as alegrias, conquistas, descobertas, tropeções e decepções na vivência poly. Ou seja, saio de la com mais coragem e mais confiança do que entrei, e ao contrário de muitos convivios com nao-poly, continuo com vontade de viver poly.

* Intervenção politica, interior: muitas pessoas estão curiosas, provavelmente só lhes falta um pequeno impulso para começar, e vão a estes eventos para saber mais. Se os eventos forem de algum modo visíveis, ajuda-se potenciais indecisos ou tímidos a procurar um primeiro contacto e até a fazerem as primeiras experiências de felicidade com a sua vida.

* Intervenção politica, exterior: Eu acredito que a sociedade pode ser mudada. Se gadjets técnicos podem mudar a maneira de pensar da sociedade com a sua influencia no habitus, então ideias, exemplos, ou o simples testemunhar de amores válidos podem-no ainda mais. E mais uma vez, uma parte da minha felicidade como poly passa por não ter de me explicar constantemente, de não me sentir julgada constantemente. Não posso ser feliz com os meus namorad@s se estiver isolada e alienada do resto do meu círculo. Acredito que eventos destes, visíveis, geram discussão pública. Mais e mais pessoas saberão o que é poly. Muitas serão contra, mas a discussão em movimento pode convencê-las. Nao tenciono convencer toda a gente a ser poly, mas tenciono convencer que ninguém tem nada a ver com o que outros adultos consentâneos fazem entre si, e que o poly é um modo de vida válido como outro qualquer.

Há mais aspectos destes encontros... outro óbvio é a possibilidade de encontrar amigos, maninhos, namorados e amantes. Coisa humana e que não tem que vir associada a risos malandros e alarves, uma vez que é importante para toda a gente, monogâmicos ou não. Hã vertentes de intervenção politica mais activa, há uma serie de coisas. Mas hoje ficamos por aqui.


Obrigada por lerem, agradeço os vossos comentários e perguntas.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dois campos de férias poly

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Na Europa vai havendo actividades e gatherings poly. A "yours trully" organiza, além de encontros poly regulares na cidade onde arrasta a sua galderice, um summercamp poly para mulheres e trans (ver: http://www.blogger.com/www.diepolytanten.de.tc, 8-15 Agosto no Maulkuppe, perto de Fulda). Hoje vai falar-vos desse campo e do evento aberto para todos...

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O summercamp internacional poly (aberto a todos) vai ser de 13 a 19 de Julho, em Groß Köris (perto de Berlim, à beira de um lago), e é um evento auto-organizado, ou seja, workshops e palestras serão organizados à medida que as pessoas chegarem e outras mostrarem interesse (ou não). Esperam-se cerca de 150 pessoas, e 50 estão inscritas. Os custos rondarão os 100€ para a semana toda (incluindo camping, e uso das instalações). Para quem não gosta de acampar, há a possibilidade de ficar em pequenos apartamentos a 200€ por pessoa.

Embora eu não esteja envolvida na organização deste evento em especial, se alguém tiver duvidas ou dificuldades em obter informação necessária, principalmente pessoas que queiram vir de Portugal, pode entrar em contacto comigo (ver mail no rodapé deste blog), terei prazer em ajudar.

Mais detalhes e contacto:
http://planetpoly.org/camp

(Post original: http://laundrylst.blogspot.com/2009/05/international-polycamp-near-berlin.html )

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Entretanto, a "yours trully" agradece a divulgação a um evento que está a co-organizar.

Trata-se da 3a edição do "*Férias em Vale de Galdérias* (Ferien in Schlampenau)" (8-15 Agosto no Maulkuppe, perto de Fulda), um campo de férias de orientação feminista para pessoas poly, mais precisamente para senhoras de todos os géneros (*)

Todas as tias solteiras, lambisgóia, galdérias, polys de alto e baixo coturno, ou simplesmente todas aquelas que se interessam por relações que não têm a monogamia como a primeira prioridade são bem vindas, e é a pensar em *vocês* que o campo de férias foi organizado.

Temos a oferecer a possibilidade óbvia de passar férias num ambiente em que não se tem de explicar durante horas a fio como se vive, ou seja, quase "entre iguais", algumas workshops, e um ambiente idílico. A parte do flirt fica à responsabilidade das participantes, não é da responsabilidade da organização.

Os workshops são maioritariamente em alemão, mas com possibilidade de tradução informal. Notem que isto é por vossa conta e risco, e que a organização não assume responsabilidade pela existência ou qualidade da tradução. A maior parte das participantes fala inglês e gosta de ajudar.

(*) Este campo de férias é um evento para mulheres pensado no contexto da divulgação da cultura feminista. Pessoas transgéneros que se sentem parte desta cultura, são bem vind@s.

Informação e inscrições: http://www.diepolytanten.de.tc