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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Biologia e confusões

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Ontem, uma pessoa chamou-me a atenção para um artigo na Scientific American, que vale a pena ler. Este aqui.

Quero fazer alguns comentários. Como não podia deixar de ser!



Primeiro, o artigo bem que podia começar pelo quarto parágrafo. Sim, aquele que é suposto ser "uma tangente" ao tema em questão. Há uma boa quantidade de discurso poliamoroso que procura entender o "porquê" de se ser poly olhando para a não-monogamia dos animais, como forma de justificar a não-monogamia humana. Não vejo o interesse. O mesmo é feito com a homossexualidade, de resto. Não vejo o interesse.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Homossexualidade, Promiscuidade e Poliamor

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Este é o nome de uma conferência/tertúlia/debate em que irei participar, como representante do grupo PolyPortugal. O convite foi estendido pelo Núcleo LGBT da Amnistia Internacional, e será na sua sede a tertúlia, que começa às 15 horas de amanhã, Sábado.

A informação está num pdf, aqui.

Convido toda a gente a estar presente. Reproduzo abaixo o e-mail de divulgação do evento feito circular pela organização.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Um gene da fidelidade?

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O gene da fildelidade
O penúltimo número da revista Sábado (nº 272 — 15 a 22 de Julho de 2009) trazia a seguinte frase solta de cabeça de página:
"Maridos e ratos fiéis partilham o mesmo gene, diz um estudo sueco" FOLHA ONLINE

Não encontrei na Folha Online nenhum artigo sobre o assunto mas de qualquer forma acabei por perceber que nem sequer é notícia recente. No Globo, por exemplo, a notícia saiu de facto apenas uma semana após a publicação do artigo original, e já lá vai quase um ano. Quem quiser pode ler o artigo original na revista científica americana PNAS.

Estive a ler sem estudar detalhadamente — até porque não tenho traquejo para isso — e o paper referido parece-me sério. O único problema está na interpretação que dele fez o Globo e depois quem veio atrás, incluindo a Sábado: é que isto não tem nada a ver com fidelidade mas sim com estabilidade.

Resumindo, o que lá se conclui é que, quando existe um determinado gene nos humanos (ou pelo menos nos suecos de classe média que têm um gémeo e estão casados ou em união de facto — ufff) aumenta a probabilidade de envolvimento numa relação com maior índice de pair-bonding, de acordo com uma escala. E o que é que mede essa escala, exactamente? A qualidade e estabilidade da relação, e o nível de envolvimento com o outro.

Nada, mas nada, se pode concluir quanto à fidelidade, no sentido tradicional do termo: exclusividade emocional e ou sexual. Nem no sentido etimológico: confiabilidade, honestidade. E nada se pode concluir quanto à monogamia. Ora vejam as perguntas que são feitas à população estudada e verão se não tenho razão.

Em conclusão:
Existe um gene que favorece as relações íntimas. Espero ter esse gene. Eu e todos os meus putativos parceiros.

Nota: desculpem mas não resisti; tinha o sonho antigo e infantil de escrever a palavra "putativo".