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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

sentir-me frubbly

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entretanto passou uma semana e o meu filho já chegou de londres, de onde trouxe a sobrinha de nove anos. fui ao aeroporto, junto com a mãe dele, claro, buscá-los... depois de uma visita rápida ao macdonalds (as sandes da ba deixaram muito a desejar!), levámos a sobrinha dele para casa da mãe dela e depois de babarmos tod@s uns minutos sobre o irmãozito, que dormia alegremente, esse filho da mãe com outro pai, estivemos a combinar a festa dos dez anos da nossa jovem... de maneira a ser usufruída por tod@s.

para os filh@s de mães e pais polypraticantes e/ou polysimpatizantes a vida realmente é-lhes muito facilitada, se compararmos com a vida de muitas, naturalmente não todas, crianças e jovens filh@s de pais e mães separad@s.

férias! por exemplo... pois bem é uma altura crítica para muitas crianças e jovens. quando deviam estar descansad@s a pensar em curtir uns dias de férias com o pai e depois com a mãe, ou vice-versa, muit@s estão a ser alvo de guerras violentas entre esses mesmos pais, normalmente resultantes de situações amorosas mal resolvidas entre el@s, que nada têm a ver com @s filh@s.

numa grande maioria de casos o verdadeiro problema por detrás destas situações é o ciúme... uma das partes sente-se "traída" pela outra, ou depois de um divórcio "civilizado" ele... ou ela, muito embora seja normalmente ele, "refaça a vida" e está o caldo entornado! e rapidamente se chega à guerra... e quem sofre? @s filh@s... claro.

aprendi, na minha profissão e na vida, que é sempre melhor manter as coisas simples.

não chegamos a um consenso, nas nossas muitas discussões em grupo, sobre uma tradução para a palavra compersion ou feeling frubbly, mas não ficamos com qualquer dúvida sobre o seu significado. se calhar neste contexto poderíamos pensar que quer dizer o oposto de ciúme. gosto da ideia de me sentir frubbly com o bem estar de outra pessoa, se ainda a amo, mesmo que o contexto desse amor tenha mudado.

é tão mais simples se nos autorizamos a nós próprios a amar as pessoas que queremos, sejam el@s quant@s forem e ao mesmo tempo sentirmos-nos bem com o amor que essas pessoas tenham por outr@s... sentirmos-nos frubbly...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

família?

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um dos meus filhos, o frederico, viajou hoje de manhã... foi ter com um dos irmãos mais velhos, o salvador, que vive em londres com a namorada, a conceição.
foi lá passar uns dias de férias e na volta vai trazer a isabel, filha do salvador e da maria, que tem nove anos, que também lá está de férias.
mas o salvador não é meu filho, é filho da filipa e do antónio.
eu e a filipa é que somos pais do frederico e eu sou também pai do pedro e do luís.
a joana é a mãe do pedro e a constança é mãe do luís.
eu e a joana somos bons amigos e a filipa e a joana também, assim como eu e o antónio. a constança é que está um pouco mais afastada, mas tem uma relação cordial com a filipa, pedro, frederico e salvador.
o luís e a isabel têm a mesma idade e quando estamos todos juntos brincam até à exaustão.
a minha mãe, a tal coitada do filho assim, quando ainda era viva, mantinha uma firme amizadade com a joana, filipa, constança, antónio, helena, luísa e com os netos, incluindo o salvador, claro!
a mariana, mãe da filipa, é que se baralha um pouco com os "genros" e antes que acerte com o nome debita a lista.
é lógico que ao longo do tempo tem havido outras pessoas que têm atravessado as nossas vidas... nem todas têm tido uma participação tão intensa, mas não deixam, por isso, de ter o seu lugar nos nossos afectos.
nota: alguns dos nomes não são os verdadeiros, o resto sim!


quarta-feira, 29 de julho de 2009

how do YOU do it?

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how do you do it?
boa pergunta! como é que tu fazes? ou como é que eu faço?

é claro que cada um@ de nós terá a sua resposta a esta questão. no nosso grupo temos discutido várias vezes o tema e pelos vistos esta burning question vai muito além do nosso grupo. tão além que no próximo dia 26 de setembro vai realizar-se o 4º polyday de londres, onde se irá procurar respostas a precisamente esta questão.
como nos dizem os organizador@s do polyday, há tantas maneiras de participar em relacionamentos, que lhes parece redutor usar termos como relacionamento aberto, poliamoroso, swinger ou outro.








no polyday do ano passado participaram mais de 300 pessoas... sendo que @s organizador@s contam que esse número seja superior este ano.

durante um dia haverá muita discussão em workshops para todos os gostos e, à boa maneira inglesa, depois da discussão uma boa festa!



ah.. o preço da participação é de £10.00 ou £5.00 para desempregad@s e o sitio na net é http://www.polyday.org.uk

quarta-feira, 22 de julho de 2009

bónito, bónito...

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cameron & jude... ........................ou cameron & leo...













ou jude & cameron & leo...










ou leo & jude & cameron, ou leo & jude... & cameron...

no jornal metro de hoje vem uma notícia dos lados de hollywood, onde se especula sobre a hipótese de haver um "bizarro" triângulo amoroso entre a cameron diaz, jude law e leo di caprio. aparentemente foram "apanhados" em londres, onde estão os três e a boa da cameron foi vista a entrar para a casa de um e a andar na rua com o outro!

ficamos sem saber se neste "bizarro" triângulo namoram os três, se se relacionam num v, ou outra qualquer combinação.

mas em boa verdade, para nós pouco interessa o formato. para nós é importante que estejam felizes.

como dizem no norte... bónito, bónito...

seria se se declarassem poliamorosos!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

preconceito

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ao longo dos anos tenho vindo a conhecer um grande número de casais e alguns singles, que se consideram liberais ou mesmo swingers.
este é um dos grupos mais heterogéneos que conheço... muitos dos casais são casados (um com o outro), mas há também namorad@s e alguns "arranjinhos". têm profissões tão diferentes como as de juiz@s, professor@s, empresári@s ou taxistas. fisicamente são orgulhosamente divers@s. conhecem-se na net ou em clubes e quando partilham sexo normalmente vale tudo menos tirar olhos.
é the lifestyle.
recentemente conversava com un@s amig@s swingers sobre a forma de se relacionarem entre si e fora do âmbito do sexo, quando lancei a hipótese das trocas se fazerem em outra dimensão. como seria, perguntei, se a maria convidasse o joão para ir ao teatro sem a lina e o antónio?
o quê?!? mas isso é uma traição, foi a resposta imediata!
mas, dizia eu, vocês acabaram de estar tod@s envolvidos a fazer coisas que, por modéstia, não posso aqui referir e agora dizem-me que uma ida ao cinema, seguida de um jantarinho com o marido da outra é traição!
falei-lhes de poliamor... perguntei se era mesmo só sexo, ou se entre el@s não havia uma espécie de namoro. na conversa sentia-se uma grande cumplicidade entre tod@s. afinal havia ou não sentimentos envolvidos?
o consenso foi que sim, havia e muitos e talvez, pasme-se, até amor..
estes meus amig@s ficaram a digerir a conversa sobre (poli)amor e (poli)sentimentos... são tod@s pessoas inteligentes e interessantes... e quem sabe se no nosso próximo encontro não haja novidades sobre o teatro ou cinema...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

polyfobia... o sabor do momento

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fiquei chocado com as recentes notícias vindas do porto...

parece que não bastava a atitude anti (poli)amorosa da ilga, recente e passada, para agora termos @s jovens da rede ex aequo a exigirem que a palavra poliamor, assim como qualquer referência à não-monogamia, fossem riscados do manifesto da marcha do orgulho lgbt do porto (mop).


julgo que o sérgio, no blog das panteras rosa, deu uma resposta cabal (talvez um pouco comprida sérgio!...), mas não queria deixar de dar aqui a minha pequena achega ao assunto.

pertencer-se a uma minoria não é fácil... sentimos isso na pele todos os dias quando decidimos assumir publicamente algo sobre nós que foge à regra geral e neste caso às regras do sistema monogâmico estabelecido. saímos do armário monogâmico e assumimo-lo com orgulho, da mesma forma que houve e há pessoas que diariamente saem do armário l, g, b ou t e assumem com orgulho a sua orientação ou condição sexual.

ser-se poliamoros@ não é exclusivo a um grupo de pessoas. é transversal e inclusivo. de nada importa se se é h ou l ou g ou b ou t ou nenhum ou um pouco de cada. a capacidade de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo é de todos. pode-se escolher não praticar, ok... mas não atirem pedras a quem o faz.

nas relações monogâmicas é tudo rosas? quem acusa @s poliamoros@s de serem galdéri@s é assim tão puro?

na minha experiência de observar as relações mono, ressalvando que vou generalizar aqui, que é sempre perigoso, vejo muitas relações monogâmicas sequenciais que em muitos casos começam antes da anterior findar.

galderice? não sei, mas prefiro à minha maneira, obrigado.

se calhar seria muito proveitoso que @s jovens da rede, bem como os menos jovens da ilga, fizessem um profunda reflexão sobre as suas posições monogâmicas e, tenho que dizê-lo, a sua polyfobia.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

coitada! com um filho assim...

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"coitada! com um filho assim! então não é que tem duas namoradas... e ao mesmo tempo!" e já agora a saberem uma da outra, digo eu! numa vila pequena como carcavelos não é fácil esconder muita coisa!


muito sofreu a "coitada" da mãe... tão boa pessoa que era e logo com um filho galdério!

mas se o filho o tivesse feito às escondidas de uma e outra das suas namoradas, em vez de reprovação se calhar teria admiração... não da mãe, claro... essa cedo percebeu que o dito era um "caso perdido", mas das amigas fofoqueiras e acima de tudo de seus maridos roídos de inveja!

mas as pessoas não são perfeitas! pressionado por uma sociedade heteronormativa e monogâmica ainda tentei "alinhar". cedo descobri que os casalinhos tradicionais só levam à traição, ciúme e mau estar geral.

solução social: passa-se em frente... cada um@ arranja outr@, mas sempre sob condição de esquecer o anterior... não interessa se ainda se gosta dessa pessoa, as regras ditam que não pode, já que está encantad@/apaixonad@ por outr@. socialmente não se pode amar duas ou três ou quatro pessoas ao mesmo tempo!

solução real: procurei soluções inclusivas em que cada pessoa envolvida na relação soubesse exactamente ao que ia e com quem podia contar. não acho essencial que tod@s se envolvam com tod@s, mas é importante que haja capacidade de ser-se honest@ ao longo do percurso.

e depois descobri que há nome para esta coisa: poliamor! e que há outr@s como eu... muit@s!

ser-se poliamoros@ é uma forma não monogâmica de estar na vida e de nos relacionarmos com pessoas de quem gostamos e amamos.

... e por agora conto estar por aqui às quartas-feiras!